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04 de Fevereiro de 2025, 09h:58 - A | A

PODERES / PRESO POR PROPINA

Cursi tem demissão suspensa e volta a receber salário de R$ 45 mil

Cursi é acusado de receber propina por meio da concessão de incentivos fiscais ilegais a empresas entre os anos de 2011 e 2014.

ReporterMT

Marcel de Cursi também esteve envolvido em fraudes na concessão de incentivos fiscais

Marcel de Cursi também esteve envolvido em fraudes na concessão de incentivos fiscais

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O Governo do Estado suspendeu a demissão do fiscal de tributos Marcel Souza de Cursi, ex-secretário na gestão Silval Barbosa. Ele foi demitido no dia 20 de setembro de 2024, seguindo uma recomendação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), pois está respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Cursi é acusado de receber propina por meio da concessão de incentivos fiscais ilegais a empresas entre os anos de 2011 e 2014.  Ele chegou a ser preso em 2015, na Operação Sodoma. 

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Tentando modificar a decisão do Governo que resultou na sua demissão, Marcel de Cursi entrou com um pedido de reconsideração para voltar ao cargo. O Governo acatou o pedido até que a PGE conclua a análise do caso, antes de dar decisão final.

Para permitir a volta de Cursi, o Governo levou em consideração que a manutenção do fiscal de tributos no cargo não prejudicará a análise do caso e que, sem o emprego, o servidor poderá sofrer graves lesões de direito. Além disso, caso ele fique sem receber o salário, mesmo sem o PAD ter sido finalizado, o Estado poderá ser obrigado a arcar com os prejuízos, tendo que pagar os salários retroativos.

Cursi é funcionário público efetivo da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) desde 1990. Ele recebia um salário bruto de R$ 45 mil, além de uma verba indenizatória de R$ 9 mil.

“In casu, a manutenção do requerente no serviço público não trará prejuízo à análise do pedido. Por outro lado, retirar sua remuneração, sem que o processo administrativo tenha se exaurido, poderá causar-lhe prejuízos de difícil reparação, além do fato de que eventual mudança no decisum poderá obrigar o Estado a arcar com o pagamento dos proventos indevidamente cassados”, diz trecho do despacho publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (03).

Operação Sodoma

A Operação Sodoma trouxe à tona a existência de uma organização criminosa, que atuou entre 2011 a 2014, durante a gestão do então governador Silval Barbosa, da qual o ex-secretário fazia parte. O grupo cobrava propina de empresários para mantê-los como beneficiários do programa, bem como para manter contratos vigentes com o Estado.

Silval, Marcel e o também ex-secretário Pedro Nadaf foram denunciados por corrupção e por formar organização criminosa.

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