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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar cumpre mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapada dos Guimarães, nas sedes da Associação Casa de Guimarã
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
A Associação Casa de Guimarães recebeu cerca de R$ 29 milhões do Governo do Estado nos últimos cinco anos. A empresa foi alvo nesta terça-feira (22) da Operação Pão e Circo, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Conforme dados da Controladoria-Geral do Estado, através do portal Mira Cidadão, a Casa de Guimarães é a responsável pela realização do 'Vem pra Arena', promovido pela atual gestão, e pelo Fan Fest, realizado durante a Copa do Mundo de 2014, na gestão do ex-governador Silval Barbosa.
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Em 2014, a extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) pagou R$ 16,7 milhões à Casa de Guimarães. No ano de 2015, R$ 1,8 milhão e, em 2016 e 2017, R$ 5,7 milhões e R$ 4,5 milhões, respectivamente.
Em maio deste ano, o Governo pagou R$ 350 mil, por despesas da Secretaria de Cultura. Além da Secopa e da Cultura, também tiveram despesas com a empresa as Secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Desenvolvimento do Turismo (extinta na gestão Pedro Taques) e do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic).
Na última quinta-feira (17), a Casa de Guimarães assinou convênio com o Governo, no valor de R$ 946 mil, para a realização de atividades culturais no Complexo da Salgadeira, ainda sem data para reinauguração.
O convênio tem prazo até agosto para a administração de salas para atendimento ao turista, de exposição, feira gastronômica e de artesanato e brinquedoteca. A empresa também deveria garantir a manutenção e limpeza do espaço.
Pão e Circo
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar cumpre mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapada dos Guimarães, nas sedes da Associação Casa de Guimarães, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.
A realização de buscas e apreensões de documentos tem por finalidade a obtenção de provas para subsidiar as investigações em curso, e notadamente para desarticular suposta organização criminosa instalada para desviar recursos públicos em contratos firmados entre referida associação e Governo do Estado de Mato Grosso, entre os anos de 2011 a 2018.
Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Inquérito
Em junho do ano passado, o promotor de Justiça Célio Fúrio abriu inquérito civil para investigar eventuais irregularidades na contratação de empresas prestadoras de serviço para a Secretaria de Cultura, na produção do evento “Vem pra Arena”.
A denúncia chegou ao MP por meio da Central de Assessoria e Treinamento Instituto Metropolitano de Estudos Sociais. Segundo a denúncia, todas as edições anteriores do “Vem pra Arena” foram realizadas por meio de contratos de prestação de serviço. Porém, ao alterar a forma de contratação, para chamamento público, a secretaria estaria tentando “dar ares de mútua cooperação à coisa que tem natureza pura de prestação de serviços de eventos”, burlando a Lei de Licitações e sua finalidade















Luciano 28/05/2018
Todo mundo já sabia porém o ministério público do estado tribunal de contas fazem a cega o roubo do estado se existisse punição aos órgãos e promotores por deixar isso acontecer não teriam desviados tanto dinheiro
1 comentários