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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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18 de Março de 2019, 07h:00 - A | A

PODERES / SANTA CASA NA UTI

Botelho: Fazer repasses emergenciais não resolve crise

O presidente da Assembleia afirma que intervenção pode ser saída e defende solução definitiva em uma semana.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) avaliou que os Governos Federal, Estadual e Municipal não devem mais realizar repasses emergenciais à Santa Casa de Misericórdia antes de encontrar uma solução definitiva para resolver o déficit de R$ 80 milhões.

Sem dinheiro para pagar funcionários e fornecedores, após a Prefeitura de Cuiabá bloquear repasses de R$ 3,6 milhões depois de ser informada sobre uma suposta Operação da Delegacia Fazendária para apurar irregularidades na administração do hospital, a Santa Casa fechou as portas para os pacientes do Sistema Único de Saúde na última segunda-feira (11).   

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“Emergencial não resolve. Já colocamos dinheiro lá. R$ 3 milhões e não resolveu, colocamos mais R$ 3 milhões e, também, não resolveu. Nós precisamos de uma solução definitiva porque lá está com um déficit mensal de R$ 800 mil", afirma Eduardo Botelho.

“Emergencial não resolve. Já colocamos dinheiro lá. R$ 3 milhões e não resolveu, colocamos mais R$ 3 milhões e, também, não resolveu. Nós precisamos de uma solução definitiva porque lá está com um déficit mensal de R$ 800 mil. Precisamos barrar isso para que funcione sem fechar”, declarou o presidente.

Entre as possibilidades para resolver o rombo financeiro está à intervenção do hospital, assunto que será discutido, segundo Botelho, durante reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, na semana que vem.

“A intervenção é uma possibilidade e foi discutida, mas vamos ver juridicamente. Parece que foi feito isso em Mato Grosso do Sul e deu certo. Salvaram a Santa Casa”, confirma.

Eduardo Botelho também destacou o fato do Fundo de Estabilização Fiscal, criado no ano passado na gestão Pedro Taques (PSDB), com estimativa de arrecadar R$ 183 milhões, não ter resolvido a crise financeira dos filantrópicos.

“Isso é um problema antigo, nós criamos o fundo da saúde, proposto pela Assembleia Legislativa, que dá um valor para os filantrópicos, mas não resolveu”, lamentou.

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