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18 de Março de 2019, 07h:00 - A | A

PODERES / SANTA CASA NA UTI

Botelho: Fazer repasses emergenciais não resolve crise

O presidente da Assembleia afirma que intervenção pode ser saída e defende solução definitiva em uma semana.

RepórterMT/Reprodução

Botelho afirma que decisão tem que ser discutida em reunião com Governo Federal.

Botelho afirma que decisão tem que ser discutida em reunião com Governo Federal.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) avaliou que os Governos Federal, Estadual e Municipal não devem mais realizar repasses emergenciais à Santa Casa de Misericórdia antes de encontrar uma solução definitiva para resolver o déficit de R$ 80 milhões.

Sem dinheiro para pagar funcionários e fornecedores, após a Prefeitura de Cuiabá bloquear repasses de R$ 3,6 milhões depois de ser informada sobre uma suposta Operação da Delegacia Fazendária para apurar irregularidades na administração do hospital, a Santa Casa fechou as portas para os pacientes do Sistema Único de Saúde na última segunda-feira (11).   

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“Emergencial não resolve. Já colocamos dinheiro lá. R$ 3 milhões e não resolveu, colocamos mais R$ 3 milhões e, também, não resolveu. Nós precisamos de uma solução definitiva porque lá está com um déficit mensal de R$ 800 mil", afirma Eduardo Botelho.

“Emergencial não resolve. Já colocamos dinheiro lá. R$ 3 milhões e não resolveu, colocamos mais R$ 3 milhões e, também, não resolveu. Nós precisamos de uma solução definitiva porque lá está com um déficit mensal de R$ 800 mil. Precisamos barrar isso para que funcione sem fechar”, declarou o presidente.

Entre as possibilidades para resolver o rombo financeiro está à intervenção do hospital, assunto que será discutido, segundo Botelho, durante reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, na semana que vem.

“A intervenção é uma possibilidade e foi discutida, mas vamos ver juridicamente. Parece que foi feito isso em Mato Grosso do Sul e deu certo. Salvaram a Santa Casa”, confirma.

Eduardo Botelho também destacou o fato do Fundo de Estabilização Fiscal, criado no ano passado na gestão Pedro Taques (PSDB), com estimativa de arrecadar R$ 183 milhões, não ter resolvido a crise financeira dos filantrópicos.

“Isso é um problema antigo, nós criamos o fundo da saúde, proposto pela Assembleia Legislativa, que dá um valor para os filantrópicos, mas não resolveu”, lamentou.

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