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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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23 de Novembro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / DESCARTOU ANULAÇÃO

Botelho diz que Assembleia agiu corretamente ao libertar Fabris

O argumento é que a Assembleia de MT agiu com segurança e por isso a decisão não corre o risco de ser anulada, como no Rio de Janeiro, onde três deputados voltaram para a cadeia.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) afirmou na noite de quarta-feira (22) que o Legislativo Estadual agiu de forma correta e dentro da lei ao expedir mandado de soltura do deputado Gilmar Fabris (PSD) – preso por suposto crime de obstrução à Justiça - e, por isso, não acredita em uma nova prisão do parlamentar como o ocorreu com três parlamentares do Rio de Janeiro, após decisão do Tribunal Regional Federal.

No Rio, os desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-2) consideram como afronta ao Judiciário a decisão da Assembleia Legislativa, que determinou a soltura dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi – todos do PMDB. Por esse motivo, determinaram o retorno imediato dos acusados à cadeia e a suspensão da sessão que autorizou a liberdade dos políticos.

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“A Assembleia de Mato Grosso agiu certo. Nós tivemos toda cautela de esperar, fizemos várias consultas para sabemos se podíamos votar, pedimos o processo. Esperamos a votação do STF. Foi muito cauteloso e não fizemos à toque de caixa, nem sem ter análise profunda do caso e, por isso, não acredito em interferência”, declarou Botelho.

O presidente da Assembleia de Mato Grosso explicou ainda que, em Mato Grosso, os deputados aguardaram e seguiram todos os procedimentos necessários para realizarem a votação, ao contrário do que ocorreu no Rio.

“Nós não votamos de imediato porque nós não sabíamos se podíamos, sendo que depois teve a votação nos Supremo e, mesmo assim, decidimos não votar em esperar a quebra de sigilo e o repasse dos autos para a Assembleia”.

Fabris foi preso por suposto crime de obstrução à Justiça, na Operação Malebolge, da Polícia Federal, e solto no dia 1º de novembro, após 40 dias detido no Centro de Custódia da Capital (CCC), depois de uma votação unânime da Assembleia Legislativa do Estado.

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