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Cuiabá, 06 de Junho de 2026
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08 de Julho de 2021, 16h:05 - A | A

PODERES / PEC DA EMPAER

Botelho defende deputados e manda recado para Mauro: "Cada um no seu quadrado"

O primeiro-secretário da Assembleia rebateu a afirmação do governador de que parlamentares aprovaram proposta que obriga o Governo a recontratar servidores em troca de votos em 2022.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, rebateu na manhã desta quinta-feira (8), as críticas do governador Mauro Mendes, ambos do DEM, após o Legislativo aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 10/21, conhecida como PEC da Empaer.

Uma das críticas do governador é que os deputados estavam fazendo "o samba do crioulo doido" e aprovando projetos para conseguir "votinhos em 2022".

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Segundo Botelho, apesar da maioria ser da base governista, a Assembleia age de forma independente.

"A Assembleia vem agindo de forma independente há muito tempo. Um dos grandes legados que estamos deixando é essa mudança de posição. É uma independência total, os projetos passaram a ser todos modificados", continuou Botelho em entrevista à rádio Jovem Pan.

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"E ainda assim fizemos grandes discussões e aprovamos projetos que foram importantes para o Estado estar na condição que está hoje. Mas, AL vem de lá para cá, tendo essa independência de discussões e de posição. Eu diria que o certo não é 'samba do criolo doido', o certo é aquela 'dança do quadrado', cada um no seu", defende.

O deputado ainda destacou que se existe inconstitucionalidade em algum projeto, quem decide é o Judiciário.

"A decisão final é da Justiça. Aqui não tem ninguém doido e nem correndo atrás de votos. Estamos tomando decisões que entendemos ser acertados no momento", comentou o deputado Botelho.

A PEC da Empaer foi aprovada na terça-feira (06) por unanimidade dos deputados estaduais durante sessão extraordinária na Casa de Leis. O projeto obriga o Governo do Estado a contratar 61 servidores, que foram demitidos após as contratações serem apontadas como irregulares pela Justiça.

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