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28 de Junho de 2023, 07h:00 - A | A

PODERES / VOTAÇÃO NESTA 4ª

Botelho cobra manifestação pacífica de pescadores; "Jogar pedra não pode, mas vaiar pode"

Votação vai definir se pesca predatória continua a ser permitida em Mato Grosso nos próximos cinco anos.

JLSIQUEIRA / ALMT

Presidente da Assembleia Legislativa cobra ordem em sessão que vai definir futuro da pesca predatória.

Presidente da Assembleia Legislativa cobra ordem em sessão que vai definir futuro da pesca predatória.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (União), disse que espera uma manifestação pacífica dos pescadores na sessão dest quarta-feira (28), quando o Parlamento Estadual vai dar a palavra final sobre o projeto de lei Transporte Zero, que proíbe a pesca predatória e o transporte de peixe em todo o estado, a partir de 1º de janeiro de 2024.

“Nós já organizamos aqui, vamos distribuir senhas, porque tem a questão das pousadas, hotéis que defendem o projeto e tem os pescadores que são contra o projeto. Então nós vamos dividir todas as áreas para que quem é contra e quem é a favor tenha o direito de entrar. Nós vamos distribuir pulseiras, cada cor definindo quem é a favor e quem é contra, para ficar cada um de um lado, para evitar brigas”, disse Botelho.

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A votação acontece em clima de tensão, principalmente depois que os pescadores bloquearam a MT-040, na manhã desta terça-feira (27), em protesto contra o projeto encaminhado pelo Governo do Estado. A pista ficou fechada durante toda a manhã, impedindo o fluxo de veículos entre as cidades de Cuiabá e Santo Antonio do Leverger.

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O movimento foi criticado pelo governador Mauro Mendes (União), que comparou aos bloqueios de rodovias em razão do resultado da eleição presidencial de 2022. “Todos podem se manifestar, mas bloquear o direito de ir e vir do outro é inadmissível”, disse.

Até mesmo Eduardo Botelho criticou o movimento, dizendo que os manifestantes deveriam ter deixado o trânsito fluindo em meia pista para assegurar o direito de ir e vir.

Para a sessão de amanhã, o presidente do Legislativo Estadual disse que espera ordem, mas que os trabalhos devem ser conduzidos de forma pacífica.

“Ninguém vai vir aqui para agredir ninguém. Agora, vaiar pode vaiar, é um direito das pessoas. Se ele é contra, qual a forma de ele expressar a indignação? Bater não pode, jogar pedra não pode, ele pode vaiar. Vaiar pode. Assim como ele, quando está gostando da atitude, ele vai fazer como? Vai lá beijar o cara? Também não dá. Ele vai aplaudir. Essa é a maneira como nós vamos seguir”, assegurou.

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