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25 de Junho de 2018, 14h:20 - A | A

PODERES / PALANQUE ARMADO

Base de Taques é a mesma que apoiou Silval, critica Wellinton Fagundes

A fala foi em resposta ao governador sobre a aliança de Fagundes na pré-candidatura com o MDB, partido da gestão do ex-governador Silval Barbosa, marcada por atos de corrupção.

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Senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PR.

Senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PR.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



Ao responder as críticas sobre sua aliança com o MDB, que ficou marcado pelos escândalos de corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), o senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao Governo do Estado, rebateu apontando que a base de deputados que dão sustentação ao Governo Pedro Taques (PSDB), na Assembleia Legislativa, é a mesma que sustentou a gestão anterior entre 2010 e 2014. 

A fala foi uma crítica à gestão de Taques, que na opinião de Fagundes, foi sectária, "ao excluir a classe política" no primeiro mandato de Governo.

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"Esse sectarismo que foi o grande problema da falta de gestão que ocorreu no Governo Pedro. Ele excluindo setores da sociedade, a classe política foi totalmente excluída e agora está lá de volta", disse Fagundes à imprensa nesta segunda-feira (25), durante o seminário Encontro com o Futuro, organizado pela  Fundação Ulisses Guimarães, do MDB, que teve a participação do pré-candidato a presidente da República, Henrique Meirelles.

"A base que hoje dá sustentação na Assembleia, é a mesma que deu sustentação ao Governo passado. Por que é diferente agora? E no passado? É a mesma coisa", enfatizou o senador.

Por isso mesmo ele ressaltou que não teme eventuais críticas de Taques durante as eleições, sobre a sua parceria com o MDB do ex-governador Silval Barbosa, hoje desfiliado do partido e acusado de ter montado uma organização criminosa para desviar milhões dos cofres  do Estado.

"A base que hoje dá sustentação na Assembleia é a mesma que deu sustentação ao Governo passado. Por que é diferente agora? É a mesma coisa", enfatizou o senador.

Como exemplo disso ele citou o caso do deputado estadual Max Russi (PSB), que na atual legislatura é parceiro de primeira linha de Taques, sendo inclusive secretário da Casa Civil, mas que na gestão passada atuava no Parlamento no sentido de dar sustentação ao Governo Silval.

Recentemente, Taques teceu duras críticas aos aliados de Fagundes. O governador chegou a insinuar que o republicano, caso eleito, chamaria o ex-deputado José Riva para compor o secretariado de seu Governo.

"Esse sectarismo que foi o grande problema da falta de gestão que ocorreu no Governo Pedro. Ele excluindo setores da sociedade, a classe política foi totalmente excluída e agora está lá de volta", disse Fagundes.

Vale lembrar que Riva é considerado o maior ficha-suja do país, ao responder a mais de 100 ações cíveis e criminais na Justiça. Em uma dessas ações ele foi condenado a mais de 26 anos de prisão por formação de quadrilha e desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa (AL-MT).

Em relação às críticas de Taques, Fagundes reiterou que o sectarismo na política não leva a lugar nenhum e que a sua postura é no sentido de dialogar com todos os partidos e interessados, no sentido de construir um novo projeto político, econômico e social para Mato Grosso.  

Fagundes também foi questionado pelos jornalistas se haveria o risco dele desistir da disputa ao Governo, por conta das delações premiadas de Silval Barbosa.

Ao Ministério Público Federal (MPF), Silval afirmou que Fagundes, quando deputado federal, teria cobrado propina do Governo em relação aos pagamentos das construtoras que atuavam no programa de pavimentação asfáltica do Estado, o MT Integrado.

Sobre a questão, o senador afirmou que não recuará de sua candidatura, e que isso já está definido desde o ano passado. Ele destacou que as especulações sobre o recuo da disputa ao Palácio Paiaguás fazem parte do jogo da oposição.

“A nossa coligação está posta desde do ano passado. No ano passado essa mesma pergunta era feita. Agora eu vi hoje na imprensa que já estão especulando que o DEM está brigando. Isso é o papel da oposição. Não sei quem colocou a matéria, eu sei quem fez. Agora se ela foi plantada ou não vamos aguardar”, ressaltou.   

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