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05 de Julho de 2019, 15h:30 - A | A

PODERES / PROPINA DA EDUCAÇÃO

Alan Malouf, Permínio e Guilherme Maluf ficavam com 75%

Conforme depoimento de Giovani Guiizardi, o empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf, queria receber, por meio de propina, os R$ 10 milhões que teria investido na campanha do ex-governador.

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Depoimento do empresário Alan Malouf foi adiado para 19 de agosto.

Depoimento do empresário Alan Malouf foi adiado para 19 de agosto.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



Delator da Operação Rêmora, o empresário Giovani Guizardi, dono da Construtora Dínamo, confirmou que 75% da propina cobrada de empreiteiros para que participassem de obras da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), ficavam com o ex-secretário Permínio Pinto, como empresário Alan Malouf e com o ex-deputado Guilherme Maluf. As declações foram feitas na última terça-feira (03) à juíza Ana  Cristina.

Guizardi foi responsável por sistematizar e operacionalizar esquema de propina investigado pela Operação Rêmora, do Gaeco [Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado] do Ministério Público Estadual - deflagrada em abril de 2016.

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"Dos 100% da propina arrecadada, 25% seria direcionada ao senhor Permínio, que era o secretário; 25% era do Guilherme Maluf, porque era o braço político da organização; 25% era do seu Alan, para o pagamento do recurso que ele tinha alocado na campanha do governador Pedro Taques; 5% para o Wander; 5% para o Fábio Frigeri, que era o braço direto de Permínio, 5% a taxa de administração, que era para manter os custos da operação e 10% ficaria comigo", declarou.

"Feito isso [repartição das propinas], o Alan ainda ficou incomodado, mas mesmo assim deixou que eu tocasse a operação", revelou o delator.

Ressaltou que estruturou o pagamento de propina a partir do aval do empresário Alan Malouf - dono do Bufett Leila Malouf - que queria dessa forma receber os R$ 10 milhões, que teria investido durante a campanha vitoriosa de Pedro Taques (PSDB) ao Governo de Mato Grosso, em outubro de 2014.

"Feito isso [repartição das propinas], o Alan ainda ficou incomodado, mas mesmo assim deixou que eu tocasse a operação", revelou o empresário que além de réu, também é delator do esquema. 

Guizardi detalhou que o esquema de propina na Seduc já existia desde os primeiros meses de gestão do Governo Pedro Taques (PSDB), e que obteve essa informação do ex-servidor Wander Luiz dos Reis, à época superintendente de obras da Seduc, sendo indicado para o cargo pelo ex-deputado estadual e hoje conselheiro do Tribunal de Contas Guilherme Maluf, também investigado na operação Rêmora.

Segundo Guizardi, até onde sabia, o esquema contava inicialmente com a participação dos empresários Ricardo Sguarezi, dono da Construtora Aroeira e Leonardo Guimarães Rodrigues, dono da Jer Construtora. Conforme Guizardi, os dois tinham que pagar 5% de propina em cima dos valores globais dos contratos. Wander ainda teria dito que o responsável por administrar os valores indevidos era o então secretário da Seduc, Permínio Pinto.

O esquema

De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual, a organização criminosa teria fraudado 23 licitações em valor total de R$ 56 milhões – o valor efetivamente desviado ainda é apurado já quem todas foram pagas.

O esquema foi descoberto através de denúncia anônima em 2016. Segundo o Ministério Público Estadual, as fraudes a licitações de obras e reformas de escolas na Seduc eram feitas por grupo de servidores liderado pelo ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto e envolvia diretamente nas ações fraudulentas os empresários e delatores Alan Malouf e Giovani Guizardi, assim como os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis.

Outro lado

O conselheiro Guilherme Maluf - citado por Guizardi como um dos recebedores de propinas do esquema da Seduc - disse que os delatores o acusam sem apresentar provas. Segundo ele, isso tira qualquer credibilidade dos depoimentos.

Confira a nota na íntegra:

O conselheiro do Tribunal de Contas, Guilherme Maluf, reafirma o que já disse à Justiça e à sociedade, que não participou nem autorizou qualquer pessoa a  utilizar seu nome e sua posição política em sua carreira para qualquer ato ilícito no âmbito do Poder Público. Maluf pontuou que os delatores nunca apresentaram provas que garantam que suas acusações mereçam crédito e disse que confia na Justiça para que ao final do processo fique comprovada a sua inocência.

Já os outros citados na matéria - o ex-secretário Permínio Pinto, os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander Luiz e os empresários Ricardo Sguarezi, Alan Malouf e Leonardo Guimarães Rodrigues - já disseram, em situações anteriores, que se manifestariam diante das acusações apenas nos autos do processo. 

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Gilder Gomes 05/07/2019

Que país fantástico, hoje um desses corruptos é Conselheiro do Tribunal de Contas. Acorda Brasil.

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1 comentários