REDAÇÃO
A histórica greve da Igreja Mundial do Poder de Deus, denominação liderada por Valdemiro Santiago, tem uma negociação bem peculiar e revolta do chefe da igreja. Os grevistas prometeram não usar carro de som na porta do templo durante manifestações e para não atrapalhar os cultos.
Por outro lado, o patrão disse, durante um sermão, que os trabalhadores em greve têm "a alma no fogo do inferno".
"Tenho dó porque muita gente gosta da obra, trabalha aqui porque gosta, faz de coração. Mas não vai ter jeito. Vou ter que acabar demitindo esses também e contratando uma empresa para fazer o serviço da igreja", discursou Valdemiro.
Já os grevistas afirmam que a igreja usa Deus para não pagar os funcionários, alguns falam em lavagem cerebral.
"Eles ficam falando de teologia da prosperidade, mas não são capazes de pagar em dia seus funcionários. A gente passa vergonha com impostos atrasados e sem vale-refeição para comer", reclama a atendente Vera Lúcia Nazário, que foi obreira voluntária por três anos antes de virar atendente com carteira assinada.
Há oito a ela trabalha na central de carnês e boletos para quem paga dízimos e doações.
(Com informações do Uol)