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Isolado após debandada de prefeitos do PL para o palanque de Otaviano Pivetta, senador tenta ganhar tempo e joga decisão sobre disputa ao governo para as convenções
DO REPÓRTERMT
O avanço do racha interno no PL inflou os rumores de que o senador Wellington Fagundes (PL) pode recuar da disputa ao Governo do Estado. Encurralado por uma sequência de manifestações públicas de prefeitos da própria sigla que abandonaram o projeto majoritário para marchar com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ele quebrou o silêncio.
Questionado sobre a debandada que esvazia seu palanque em polos eleitorais estratégicos, o senador minimizou o peso dos prefeitos que fecharam com o Palácio Paiaguás e usou o calendário eleitoral como escudo para tentar frear a tese de que sua candidatura está liquidada.
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"Cada um tem o direito de escolher o que for melhor. Eu quero conquistar, vou trabalhar, principalmente com a população. As convenções acontecerão ainda em julho e agosto. Até lá ninguém é candidato, agora somos pré-candidatos. Portanto, é o momento de trabalhar muito e conquistar", disparou o parlamentar.
A fala de Wellington tentando segurar o processo ocorre no momento mais crítico de sua pré-campanha, em que a bancada de prefeitos do PL escancara a rejeição ao seu nome. O episódio mais recente envolveu o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), que ignorou a liderança do senador e selou alinhamento com Pivetta durante um ato público de entrega de moradias populares.
A perda de Primavera do Leste consolida a terceira baixa sofrida por Wellington em apenas sete dias. Antes de Machnic, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL) e o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia (PL), já haviam formalizado o desembarque para apoiar o projeto de Pivetta. Rondonópolis é a cidade natal de Wellington e seu principal curral eleitoral.
A fritura interna do pré-candidato tende a se agravar e alimenta a bolsa de apostas de que o senador recuará. O próprio governador Otaviano Pivetta já declarou abertamente que trabalha para atrair para o seu arco de alianças os prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL). O Republicanos exige que o PL abra mão de cabeças de chapa em estados estratégicos.
A exigência nacional do Republicanos consiste justamente em fazer o PL recuar da candidatura de Wellington Fagundes para dar palanque unificado à reeleição de Otaviano Pivetta. Essa composição nacional visa assegurar a Pivetta o apoio em massa da direita tradicional e do agronegócio, evitando a fragmentação de votos.
Se o plano do Republicanos se concretizar, o recado de Fagundes de que "ninguém é candidato ainda" pode virar a senha para sua própria retirada de cena em julho.













Maria José 29/06/2026
Meu voto é de Wellington. Meu candidato, desde que entendi por gente sempre votei nele, e agora pra governador, não vou mudar.
1 comentários