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26 de Dezembro de 2018, 10h:44 - A | A

PAPO RETO / REPERCUSSÃO NACIONAL

Fraudes na Sema abriram caminho para desmatamento ilegal no Estado

RepórterMT/Reprodução

Fraudes no Cadastro Ambiental Rural teriam aberto caminho para desmatamento ilegal em Mato Grosso.

Fraudes no Cadastro Ambiental Rural teriam aberto caminho para desmatamento ilegal em Mato Grosso.

DA REDAÇÃO



A Folha de S. Paulo está repercutindo os desdobramentos da Operação Polygonum, que apura fraudes envolvendo quase 600 Cadastros Ambientais Rurais (CAR). As fraudes seriam feitas por servidores da Sema e até o secretário da Pasta foi preso na semana passada, André Baby, sob suspeita de participação. Ele nega e, por ter colaborado com as investigações, foi solto.

A matéria mostra que em um dos casos, a fraude no CAR pode ter permitido o desmate ilegal, mas considerado legal pelo sistema, de 5 mil hectares. Mostra ainda que, como sua defesa do esquema, o governo está auditando todas às áreas com suspeita de participação no esquema.

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Em outro caso, a reportagem narra a quebra da ordem cronológica e redistribuição manual de um processo de CAR envolvendo propriedade do grupo Amaggi, que pertence à família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

Veja a íntegra da matéria

Por meio de nota, a Amaggi descartou qualquer irregularidade no registro do CAR referente à Fazenda Canaã e negou ter sido beneficiada pelo grupo acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de montar o esquema.

Veja a nota da Amaggi:

Diante das informações veiculadas pela imprensa mencionando a Fazenda Canaã no âmbito da operação Polygonum, a AMAGGI vem a público informar que:

a) Localizada no município de Querência (MT) e compreendendo 1.483 hectares, a fazenda foi adquirida pela AMAGGI em 2013 já com passivo ambiental (área parcialmente embargada). A fazenda tem produzido soja e milho, porém sem utilizar a área embargada e respeitando todos os preceitos legais;

b) O processo referente ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) desta área seguiu todos os trâmites e foi conduzido com toda a lisura que caracteriza as práticas da empresa. A companhia pleiteou a análise do CAR para a Fazenda Canaã com base no inciso IV do art. 20 do decreto 1.031 de 2 de junho de 2017, que prioriza a emissão do cadastro para áreas com embargo;

c) Vale ressaltar que o processo ambiental não foi finalizado, que o embargo sobre parte da área ainda permanece e que a AMAGGI em nenhum momento foi favorecida ou beneficiada;

d) Até o momento, a AMAGGI não foi procurada pelas autoridades responsáveis pela presente operação para prestar esclarecimentos. De todo modo, a companhia se coloca à disposição para apresentar formalmente todas as informações pertinentes.

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