DO REPÓRTERMT
Mesmo afastado das funções por suspeita de crimes sexuais, o desembargador Magid Nauef Láuar recebeu R$ 120.861,33 líquidos em março de 2026. Os dados, extraídos do Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), revelam que o valor supera o teto constitucional de R$ 46,3 mil devido a verbas indenizatórias e vantagens pessoais que somaram mais de R$ 86 mil no contracheque.
O magistrado foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em fevereiro para garantir que as investigações sobre "delitos contra a dignidade sexual" e irregularidades em decisões judiciais ocorram sem interferências. Entre os casos polêmicos de sua carreira está a absolvição, posteriormente revista por ele próprio, de um homem que estuprou uma menina de 12 anos no Triângulo Mineiro.
O TJMG informou que a legislação assegura o recebimento integral da remuneração durante o afastamento cautelar e que as verbas extras que ultrapassam o teto, como abonos e retroativos, possuem natureza indenizatória. Enquanto durar o processo, o desembargador está proibido de acessar seu gabinete ou utilizar benefícios como carro oficial.















