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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

14 de Maio de 2013, 15h:26 - A | A

OPINIÃO / RODRIGO RODRIGUES

O xadrez político de Mato Grosso

Vai se desenhando uma eleição que será definida em segundo turno

RODRIGO RODRIGUES



 

O fator João Lyra, em Pernambuco, pode mover as peças do xadrez político em Mato Grosso. Lyra é vice-governador de Pernambuco e filiado ao mesmo partido do senador Pedro Taques, o PDT. Assumirá o governo em 2014 e é fortíssimo candidato ao governo, com o apoio do atual governador e presidenciável Eduardo Campos do PSB.
 
Segundo fontes do velho PDT, Taques teria ido duas vezes á Pernambuco tratar do palanque de Campos em Mato Grosso. Segundo esta fonte, a cúpula brizolista teria dado carta branca ao senador Mato-grossense para apoiar o candidato do PSB.
 
Para o PDT é uma jogada interessante, pois no rastro dessas duas candidaturas ao governo, Lyra em Pernambuco e Taques em Mato Grosso, aumentara sua bancada federal. Como se diz em Brasília, o que dá ministério, tempo de TV e fundo partidário é o tamanho da bancada federal.
 
Aos poucos o quadro vai ficando mais definido. Com Pedro Taques liberado para apoiar Eduardo Campos não teria necessidade de migrar para o MD.
 
Quem acompanhou a filiação de Luis Antonio Pagot ao PTB pode perceber que se trata de um discurso de candidato a majoritária, e de oposição. Ao lado de Osvaldo Sobrinho e Chico Galindo, um parente e o outro companheiro de Wilson Santos, de quem foi vice-prefeito, fica natural a aproximação com o PSDB, ainda mais depois da filiação de Marino Franz, que para mim é o maior indicativo que os tucanos tendem a se aproximar de Pagot.
 
Há poucos dias, Marino Franz deu uma declaração á imprensa dizendo com muita convicção que jamais iria se filiar á um partido que poderá estar em campo oposto ao senador Blairo Maggi. Os tucanos precisam de um nome para disputar o governo e montar o palanque de Aécio Neves no estado.
 
Blairo Maggi ficaria no melhor dos dois mundos. Seu fiel escudeiro no palanque de Aécio e seu PR no palanque de Dilma. Correrá com dois cavalos, e se brincar com três, pois goza de boa relação com seu colega Taques e provavelmente lhe dará suporte financeiro.
 
Vai se desenhando uma eleição que será definida em segundo turno. O nome que sairá candidato do bloco PT, PMDB, PR e PSD sai na frente nesta disputa, seja ele quem for afinal não se pode subestimar a força da maquina estadual e federal, muito menos a densidade eleitoral deste bloco no interior. Nome bom que agrada o eleitor não falta neste arco de aliança governista, a começar por Ludio e Faiad que fizeram bonito na eleição de Cuiabá, o jovem e competente Alexandre Cézar, Welliton Fagundes com uma carreira de 20 anos vitoriosa, o prefeito Juarez Costa, o deputado Romaldo Junior, José Riva, o vice-governador Chico Daltro, e o sempre lembrado e polemico juiz federal Julier Sebastião, que já foi filiado ao PT. 
 
Vamos ver quem dará o cheque mate neste jogo, que ao contrario do verdadeiro xadrez, é extremamente dinâmico e emocionante, usa-se a inteligência do xadrez, mas em termos de resultados e surpresas esta mais para o futebol, que só termina quando acaba, e quem entra em campo de salto alto, no” já ganhou”, sai perdendo.
 
RODRIGO RODRIGUES, jornalista e analista político

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