RODRIGO RODRIGUES

"Ótimo, beleza... Mendes fez tudo certo, em que pese as criticas recebidas por ter resuscitado alguns dinossauros já extintos" (Reprodução)
RODRIGO RODRIGUES
A choradeira que pautou os primeiros dias do Governo de Mauro Mendes já deu nos nervos do povo cuiabano. Já cansou.
O prefeito contemplou os companheiros de primeira hora, aceitou indicação dos partidos aliados e engoliu a turma do ex-prefeito Chico Galindo, em retribuição ao apoio recebido durante a campanha, e ainda levou sua turma de confiança.
Ótimo, beleza... Mendes fez tudo certo, em que pese as criticas recebidas por ter resuscitado alguns dinossauros já extintos. Ele fez a sua parte. Deu oportunidade a todos, aos companheiros, aos partidos políticos e também a seus amigos.
Agora, ele tem que mostrar a que veio, deixando seu lado empresário falar mais alto. É chegada a hora de cortar cabeças, fazer faxina e promover mudanças que surtam efeito imediato na vida do cidadão.
Não dá mais pra botar tudo na conta de Chico Galindo, não pra dá alegar desconhecimento da máquina pública e, muito menos, falta de recurso.
Daqui a alguns dias, ele completará seis meses no comando do Palácio Alencastro; e a paciência do eleitor está por um fio. Por ser um empresário de sucesso, e com um discurso que passa muita confiança, Mauro gerou uma expectativa muito grande – portanto, a decepção poderá ser proporcional.
Se não agir rapidamente, mostrando pulso firme, mostrando que o interesse do município está acima de questões pessoais e partidárias, cairá em descrédito político, o que dificultará em muito a sua possível reeleição, decretando, prematuramente, o fim de sua carreira.
Quando um prefeito precisa divulgar suas ações por panfletagem, significa claramente ausência de política de comunicação, o que já era esperado quando nomeou um publicitário para a pasta. Sem uma linha definida nesta área, sem comando, começa a pipocar declarações por parte de seus auxiliares que são como um tiro no pé.
É sempre bom o Mauro Mendes lembrar que, em cinco meses de Governo, Wilson Santos já tinha mostrado serviço, inclusive colocando a folha de pagamento, que estava quatro meses atrasada, em dia.
O indicativo de que alguma esta errada é quando os destaques de sua administração ficam por conta do “guinchão do Mauro” - e da intenção de priorizar obras em bairros com menor índice de inadimplência do IPTU. Que falta de criatividade!
Já passou da hora de enquadrar a tropa, de botar todo mundo de pé as cinco da manhã, renovar o quadro, deixar que os dinossauros retornem ao seu habitat, além de dar como paga a divida com Galindo.
Definir urgente os eixos prioritários, como a regularização fundiaria urbana, uma política ambiental agressiva, iniciando já a coleta seletiva do lixo pelos órgãos públicos, fortalecimento da saúde básica e preventiva, saneamento básico e uma política cultural e de lazer que dê uma alternativas aos jovens - e que não sejam os butecos. Há muito o que fazer e o tempo é exíguo. Portanto, pragmatismo, disciplina e dedicação são as palavras de ordem. E, para isso é necessário colaboradores qualificados.
Caso contrário, se continuar nessa toada, Mendes corre o risco de conseguir um feito quase impossível: fazer o povo sentir saudades de Chico Galindo. Principalmente porque, quando o barco afunda, a culpa é somente do comandante.
RODRIGO RODRIGUES é jornalista e analista político em Cuiabá.
O prefeito contemplou os companheiros de primeira hora, aceitou indicação dos partidos aliados e engoliu a turma do ex-prefeito Chico Galindo, em retribuição ao apoio recebido durante a campanha, e ainda levou sua turma de confiança.
Ótimo, beleza... Mendes fez tudo certo, em que pese as criticas recebidas por ter resuscitado alguns dinossauros já extintos. Ele fez a sua parte. Deu oportunidade a todos, aos companheiros, aos partidos políticos e também a seus amigos.
Agora, ele tem que mostrar a que veio, deixando seu lado empresário falar mais alto. É chegada a hora de cortar cabeças, fazer faxina e promover mudanças que surtam efeito imediato na vida do cidadão.
Não dá mais pra botar tudo na conta de Chico Galindo, não pra dá alegar desconhecimento da máquina pública e, muito menos, falta de recurso.
Daqui a alguns dias, ele completará seis meses no comando do Palácio Alencastro; e a paciência do eleitor está por um fio. Por ser um empresário de sucesso, e com um discurso que passa muita confiança, Mauro gerou uma expectativa muito grande – portanto, a decepção poderá ser proporcional.
Se não agir rapidamente, mostrando pulso firme, mostrando que o interesse do município está acima de questões pessoais e partidárias, cairá em descrédito político, o que dificultará em muito a sua possível reeleição, decretando, prematuramente, o fim de sua carreira.
Quando um prefeito precisa divulgar suas ações por panfletagem, significa claramente ausência de política de comunicação, o que já era esperado quando nomeou um publicitário para a pasta. Sem uma linha definida nesta área, sem comando, começa a pipocar declarações por parte de seus auxiliares que são como um tiro no pé.
É sempre bom o Mauro Mendes lembrar que, em cinco meses de Governo, Wilson Santos já tinha mostrado serviço, inclusive colocando a folha de pagamento, que estava quatro meses atrasada, em dia.
O indicativo de que alguma esta errada é quando os destaques de sua administração ficam por conta do “guinchão do Mauro” - e da intenção de priorizar obras em bairros com menor índice de inadimplência do IPTU. Que falta de criatividade!
Já passou da hora de enquadrar a tropa, de botar todo mundo de pé as cinco da manhã, renovar o quadro, deixar que os dinossauros retornem ao seu habitat, além de dar como paga a divida com Galindo.
Definir urgente os eixos prioritários, como a regularização fundiaria urbana, uma política ambiental agressiva, iniciando já a coleta seletiva do lixo pelos órgãos públicos, fortalecimento da saúde básica e preventiva, saneamento básico e uma política cultural e de lazer que dê uma alternativas aos jovens - e que não sejam os butecos. Há muito o que fazer e o tempo é exíguo. Portanto, pragmatismo, disciplina e dedicação são as palavras de ordem. E, para isso é necessário colaboradores qualificados.
Caso contrário, se continuar nessa toada, Mendes corre o risco de conseguir um feito quase impossível: fazer o povo sentir saudades de Chico Galindo. Principalmente porque, quando o barco afunda, a culpa é somente do comandante.
RODRIGO RODRIGUES é jornalista e analista político em Cuiabá.









Mael Raposo 21/05/2013
Só que a posição do Mauro nessas alturas é a de goleiro.
1 comentários