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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

13 de Abril de 2012, 17h:47 - A | A

OPINIÃO / ALFREDO DA MOTA MENEZES

Mauro e Wilson

ALFREDO DA MOTA MENEZES



Mauro Mendes, em entrevista, disse que não estaria disposto a bancar sozinho sua campanha eleitoral. Que gastou na última algo como 10 milhões de reais do próprio bolso. Que sua candidatura não pertence somente a ele e sim à sociedade.

No caso, é a dedução, quemais gente colocasse recursos para sua campanha a prefeito neste ano. Na sequência aparece uma entrevista de Blairo Maggi falando sobre a candidatura do Francisco Vuolo e também na do Mauro Mendes.

Sobre o Mauro disse que tem conversado com ele e sugerido que ele não se candidate a prefeito e que espere para se candidatar a governador em 2014. Que o Mauro já tem o nome estadualizado e que, sinalizou, poderia ser o candidato do grupo político dele.

A sociedade, como quer o Mauro, não vai bancar financeiramente a eleição dele. Pode aparecer um ou outro patrocinador, mas nada que o faça dizer que agora vou porque estão bancando minha candidatura. Isso não vai ocorrer, ele sabe disso. Então, por que a entrevista?

Será que, ao dar aquela entrevista, ao dizer que espera ser bancado, não estaria sinalizando que pode recuar da candidatura a prefeito e aceitar a tese do Blairo de esperar 2014?

Outra entrevista desses dias foi reveladora. Wilson Santos disse que foi um erro deixar a prefeitura de Cuiabá para disputar o governo em 2010. Num programa da TV Assembleia, em que participavam também Onofre Ribeiro e este articulista, ele já havia sinalizado nessa direção quando, de forma sentida, disse que o ex-governador Garcia Neto o havia procurado na prefeitura para lhe aconselhar a não deixar a prefeitura para disputar o governo.

Detalhes importantes chamam a atenção nesse arrependimento. Para abandonar a prefeitura, era a crença geral, ele teria se submetido à pesquisa qualitativa que lhe dissera que havia chances de ser eleito governador.

Se não fez isso, foi um enorme erro de avaliação. Um equívoco deixar a prefeitura da Capital sem uma avaliação criteriosa do humor da opinião pública.

Outro item que diria se o Wilson poderia ser candidato com chances era o financeiro. Ou que deixaria a prefeitura com garantia financeira para uma campanha eleitoral duríssima. Se não havia essa garantia, não foi bem pensado deixar a prefeitura para aquele enfrentamento eleitoral.

Parece que esse importante detalhe financeiro não foi também avaliado se lembrarmos que Jaime Campos fez comentários nesse sentido em plena campanha quando faltaram recursos para tocá-la.

Sem uma avaliação criteriosa, com base em pesquisas (no plural) e de onde também se ter dinheiro para uma campanha, não foi uma boa ideia ter deixado a prefeitura.

Um erro de avaliação do tamanho do tempo que o Wilson vai ter que percorrer para tentar se viabilizar politicamente outra vez.

*Alfredo da Mota Menezes  possui PHD em História da América Latina pela Tulane University, EUA.

A redação do RepórterMT não se responsabiliza pelos artigos e conceitos assinados, aos quais representam a opinião pessoal do autor.


 

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