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29 de Outubro de 2014, 09h:31 - A | A

OPINIÃO /

Viver a realidade é muito simples

A partir da desorganização, desvirtua-se o entendimento da simplicidade do saber viver

WILSON CARLOS FUÁ



A partir da desorganização no entendimento do real e o irreal, desvirtua-se o entendimento da simplicidade do saber viver, sem bengalas ou sem muletas psicológicas, os medrosos vão transferindo as desistências dos enfrentamentos, nomeando os supostos culpados pelos fracassos e esquece-se de simplificar a vida:

1 - Sobre o fim de um relacionamento: É simples entender que as pessoas não nos amam como nós desejamos. Somos amados na medida certa, e não pela forma que queremos ou não na intensidade que desejamos, mas como é possível que alguém nos possa amar, vezes diferente do nosso querer. O amor não é para ser entendido, mas para ser recebido e vivido.
O medo de encarar os nossos próprios problemas, faz com que durante as nossas vidas passamos por fugas de pessoas que nos amam, e que através de gestos nos tenham demonstrado isso varias vezes, mas por não termos a visão periférica, desperdiçamos esses momentos de amor, por descuidos ou por egoísmo de querer ser um só adotado pela solidão.

2 - Sobre amizade:
Os nossos heróis são aqueles que realizam por nós as nossas tarefas sem percebermos, mas que poucas vezes agradecemos, são: os amigos de sempre; os pais e os irmãos de fé. Simplificar a vida é também fazer somente aquilo que é necessário fazer, porque tudo que fizermos além do possível, nos trarão consequências desagradáveis e os nossos erros serão cobrados com juros. É sempre necessário desenvolvermos controles sobre os nossos impulsos, sobre os atos impensados, porque fatalmente esses lapsos se engrandecerão e nos dominarão, e passaremos a ser controlados por fatores externos não percebíveis.

3 – Você não é um “deusinho”:
Tudo que está a nossa volta, todo o ambiente e todas as vozes a favor e contra o nosso querer, exerce influências incontroláveis sobre nós. Simplifique sua vida deixando de lado o desejo insaciável em corrigir os erros dos outros, porque só temos o poder e a responsabilidade sobre nossas vidas. Não queira se passar por um “deusinho” de 2ª categoria, tentando mudar ou moldar as pessoas a sua vontade, pois saiba que elas também estão tentando mudar você a muito tempo, o importante é saber entender que cada um de nós encerramos em um único ser e somos um universo perfeito criado por um Deus de todos. Mas diante de tantas invenções e complicações às vezes chegamos a passar além dos nossos limites, transformando num ser indesejável, até para nós mesmos.

4 – O sentido do perdão:
Temos que estar preparados receber os benefícios da humildade, exercendo o sentimento, mas edificante da vida que é perdoar sempre as pessoas, porque sem que percebamos, em nossa vida tem pessoas transformadas em nossos anjos da guarda, e no exercício da sua bondade infinita podem-nos ferir com pequenos atos que são próprios dos seres humanos, e às vezes por querer nos ajudar além do necessário, termina nos anulando, e dessa forma, produzirá desentendimentos desnecessários, e esse ato podem fazer com que pessoas classificadas como boas, possam ser mal entendida, e pelo seus atos passam a serem vista como invejosos dos sucessos alheios sobre o olhar da nossa ótica egoística.

5 – A inexistência de sonhos:
É muito difícil conviver com pessoas que não acreditam em sonho nenhum, pois elas tentarão sempre impor sobre seus sonhos o vazio da sua vida, mas ao simplificar a vida, você jamais será dominado pela meia verdade do pragmatismo, porque senão, com certeza sua vida será uma tragédia. Até para desenvolver o poder da paciência, é necessário praticar o impulso dos sonhos. Quantas vezes caminhando pela vida os pneus dos nossos sonhos foram estourados e transformados em pedacinhos; e mesmo não tendo estepe, tivemos que seguir os nossos caminhos cumprindo acordos celestiais, sempre em busca daquilo que costumamos chamar de felicidade, porque o tempo não espera por aqueles que ficam parados em busca de carona no espetáculo da vida.

6 – A amizade existe:
Durante a nossa caminhada vamos praticando atos inconscientes e atropelando pessoas, perdendo amizades, mas ao fim de cada etapa temos que perdoar a todos, mas nunca se esquecer de perdoar a nós mesmos, porque senão ficará um sentimento de infelicidade doendo em algumas partes do nosso coração. Às vezes levamos toda a nossa vida para construir um relacionamento de confiança máxima, quantas vezes ouvimos pessoas dizerem, “por essa amiga eu coloco as minhas mãos no fogo”, mas por um ato impensado ou uma aventura desnecessária podemos destruir uma amizade em um segundo. Temos que ser vigilantes dos nossos atos para não magoar aqueles que acreditaram em nós por uma eternidade.

A vida nos foi oferecida gratuitamente, por isso temos que aproveitar cada segundo, preenchendo cada vazio com atos edificantes na forma de aprendizado e com muito entusiasmo apaixonadamente oferecidos pelas emoções dos relacionamentos, pois quando estamos verdadeiramente ocupados e envolvidos na arte de viver, não temos tempo para ouvir as mesquinharias e preocupar com as invejas, pois se você der ouvido para as coisas pequenas, não terá tempo para ouvir a voz do seu anjo da guarda, ficará sem sintonia para ouvir a voz do seu coração, e por tudo isso, a sua fé ficará fraca para ouvir a voz de Deus.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor:  wilson[email protected]

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