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10 de Junho de 2018, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / JOÃO EDISOM

Tocantins manda recado

Conclusão que chegamos é que para mudar alguma coisa temos que votar em massa, usar critérios rígidos.

Divulgação

João Edisom possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialização em Psicologia Educacional pela Universidade Federal de Mato Grosso e mestrado em Educação pela Universidade de Cuiabá.

João Edisom possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialização em Psicologia Educacional pela Universidade Federal de Mato Grosso e mestrado em Educação pela Universidade de Cuiabá.



O estado do Tocantins esteve em processo eleitoral em todo o mês de maio cuja eleição ocorreu no dia 03 de junho de 2018 para eleger governador e vice para um mandato tampão de sete meses.  Foram sete concorrentes ao posto de governador. O resultado colocou no segundo turno os dois candidatos que respondem ao maior número de processos dentre os concorrentes. Então será que esta indignação da sociedade é balela?

Primeiro precisamos ver como o eleitor se comportou: 19,19% votaram branco ou nulo. Foram 3.862 votos computados para o candidato do PSOL, mesmo tendo a candidatura impugnada. Soma se a isso as abstenções e daí chegamos ao patamar de 43.54 % do total de votantes que optaram por não tomar nenhuma decisão.

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O segundo ponto importante é que, conversando com profissionais (da política) de lá explicaram que as equipes de marketing dos candidatos tiveram muito trabalho e pouco resultado efetivo, uma vez que as Fake News produzidas para Whatsapp pautaram a campanha e aí responder aos ataques mentirosos tomou todo o tempo. Não houve desenvoltura de propostas, isso afastou ainda mais o eleitor das urnas.

Terceiro ponto muito importante é que se o eleitor que está indignado não fizer escolhas, os conformados farão por ele e aí quem já detém o poder permanecerá nele por mais um mandato. Neste caso, a tendência é mesmo que os mais processados ou denunciados sejam os eleitos, considerando que parte significativa destas denúncias ocorrem justamente para construir e manter o poder junto a população menos esclarecida e lideranças municipais.

Conclusão que chegamos é que para mudar alguma coisa temos que votar em massa, usar critérios rígidos, mas fazer escolhas, comparecer e decidir, caso contrario seremos os maiores colaboradores para a destruição do Brasil . Na democracia só a participação efetiva gera mudanças positivas. O estado do Tocantins mandou o recado, só não entende quem não quer.

João Edisom possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, especialização em Psicologia Educacional pela Universidade Federal de Mato Grosso e mestrado em Educação pela Universidade de Cuiabá. 

 

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