VALDINEI BARBOSA
No início da semana passada começou a ser formatada uma possível aliança entre o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido dos Democratas (DEM) para disputarem a eleição municipal de 2012 em Cuiabá.
A ideia inicial seria uma dobradinha entre Mauro Mendes candidato a prefeito tendo Roberto França como vice, mas acredito que neste momento o nome de Iraci França seria uma combinação perfeita para o peessebista.
Iraci acrescentará ao socialista densidade eleitoral e mais acesso as camadas populares, pois atrairão os votos femininos e feministas, além da mesma possuir forte inserção nas famílias de baixa renda (classes D e E) devido ao intenso trabalho realizado na periferia da nossa capital quando exerceu o cargo de secretária de bem estar social na gestão França (1996-2004).
Cabe ressaltar que a presença do casal França num cargo majoritário representa a volta da cuiabania ao poder, Roberto é oriundo da Rua 24 de Outubro reduto de tradicionais políticos cuiabanos, já moraram por lá, três ex-governadores (Dante de Oliveira e os irmãos Julio e Jaime Campos) além do ex-senador Antero de Barros.
Apesar de ser goiano, não podemos deixar de mencionar que Mauro é muito bem quisto e possui raízes em Cuiabá. Sua esposa Virginia Mendes é cuiabana de tchapa e cruz, e realiza um interessante trabalho social junto à igreja católica espaço que é muito frequentado pela cuiabania. O casal de filhos dos Mendes também é cuiabano.
Este casamento político (Mauro e Iraci) poderá ser ótimo para ambos os partidos, o PSB sairá da posição de refém dos partidos do movimento Mato Groso Muito Mais (PPS, PDT e PV), enquanto que para o DEM representará um grande fortalecimento político na capital, onde os mesmos há muito tempo encontram-se fragilizados eleitoralmente.
Mauro Mendes afirmou recentemente que para ser candidato a prefeito precisará de três componentes: viabilidade política, eleitoral e financeira. Entendo que o mesmo já possuem as duas últimas faltando-lhe apenas a viabilidade política.
E serão justamente os Democratas que poderão trazer-lhe viabilidade política através do tempo de TV, da chapa de pré-candidatos a vereadores (as), do apoio do ex-prefeito Roberto França e, principalmente se sua esposa (Iraci) for indicada para ser a vice de Mendes.
De acordo com as últimas pesquisas de intenções de votos Mauro possui algo em torno de 40% e o Roberto sem precisar despir-se do pijama já detém aproximadamente 15%. A soma dessas porcentagens poderá decidir a eleição no primeiro turno em Cuiabá.
Apesar de o senador Jaime Campos dizer publicamente que toda conversa eleitoral com os democratas cuiabanos precisará passar pelo crivo de França.
Cabe aos socialistas conversarem com o Roberto, mas passa ser imperativo institucionalizar o dialogo com as bases (executiva municipal e pré-candidatos a vereadores) do DEM na capital para manterem uma aproximação franca e evitar futuros dissabores.
Não há dúvidas que os democratas serão para o PSB, mais estratégicos que o autofágico PT, os mesmos atualmente não possui divisões internas e nem defendem posições que a classe religiosa repugna. Sem contar que no meio político é comum às pessoas afirmarem que o senador Jaime Campos é um dos poucos políticos que cultiva o hábito de cumprir acordos.
Diante disso, o PSB e o DEM poderão ser uma grande ideia.















