LOUREMBERGUE ALVES
O instituto da reeleição foi derrubado pela Câmara Federal, e deve sim ser reforçada no Senado. Isto, contudo, não vale para os atuais prefeitos e os governadores, eleitos em 2012 e 2014, respectivamente.
Por isso, vale dizer, é bem provável que vários governantes municipais deverão sair para a reeleição em 2016.
Este é o caso do prefeito de Cuiabá. Mauro Mendes desconversa sempre que a sua recandidatura vem à pauta da discussão, e/ou diz que só fala sobre a disputa eleitoral no ano que vem.
Estratégia bastante utilizada por outros que o antecederam, bem como aqueles que estão e estiveram na chefia de governos locais, estaduais e federal.
Mas todas as ações do prefeito estão voltadas para a sua reeleição.
Diante disso, hoje, cabe lembrar, o cenário político-eleitoral cuiabano é altamente favorável ao prefeito.
Isto porque a oposição continua sem proposição alternativa. Ela não tem discurso, nem nomes fortes para a disputa.
O PMDB local, aliás, desde há bastante tempo, se encontra sem poder de arranque, nem força necessária para atrair os munícipes insatisfeitos com a administração pública da Capital. E olhem que são muitos os descontentes.
O PSOL, por outro lado, teima em se manter isolado nas eleições, ignorando - por pura ingenuidade política e falta de visão - assim o fato de que uma briga eleitoral é facilitada por adesões e alianças com várias siglas e lideranças políticas.
Já o PT da cidade sofre com o desgaste da nacional, e esta tem alguns de seus principais nomes envolvidos em denúncias de corrupção, o que acarreta desgaste para toda a agremiação.
Subtraindo desse modo o mínimo de chances que teria o Lúdio Cabral. Este perdeu a disputa para o próprio Mauro Mendes, em 2012.
Apesar disso, ganhou envergadura política e força eleitoral. Mas, por erro estratégico e melhor leitura do cenário, saiu-se completamente enfraquecido da disputa pela cadeira central do Palácio Paiaguás, em 2014.
O PSDB dificilmente lançará candidatura à prefeitura de Cuiabá. Ainda que venha lançar, não terá chance alguma nesta disputa. Pois lhe falta tudo, inclusive candidato.
Assim, embora dividido, portanto, tende a apoiar o atual prefeito à reeleição, e esta possibilidade foi costurada com a posse de um de seus integrantes no secretariado municipal.
Tudo, portanto, conspira favoravelmente ao prefeito. Nada parece dificultar sua caminhada.
Os demais partidos se dividem em dois grandes grupos: o primeiro deles, composto de médios e pequenos partidos, deve fazer parte da aliança que o apoia; enquanto o segundo, constituído de siglas de médio porte, ficará do lado contrário, porém sem força política alguma para atrapalhar a vitória eleitoral do socialista.
Nem mesmo o partido que dá guarida hoje a professora Serys. A ex-senadora, muito tempo fora da vitrine, não demonstra ter a capacidade para trazer para si toda a oposição ao governo Mauro Mendes.
Um governo que tem procurado tirar vantagens eleitorais da parceria com o governo estadual. Inclusive no aspecto do marketing, com a construção do Pronto-Socorro como carro-chefe de campanha, deixando de lado um sem número de necessidades imediatas da população, tal como o disciplinamento da cidade.
O que, infelizmente, passa despercebido da oposição.
LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e analista político em Cuiabá.
[email protected]
Por isso, vale dizer, é bem provável que vários governantes municipais deverão sair para a reeleição em 2016.
Este é o caso do prefeito de Cuiabá. Mauro Mendes desconversa sempre que a sua recandidatura vem à pauta da discussão, e/ou diz que só fala sobre a disputa eleitoral no ano que vem.
Estratégia bastante utilizada por outros que o antecederam, bem como aqueles que estão e estiveram na chefia de governos locais, estaduais e federal.
Mas todas as ações do prefeito estão voltadas para a sua reeleição.
Diante disso, hoje, cabe lembrar, o cenário político-eleitoral cuiabano é altamente favorável ao prefeito.
Isto porque a oposição continua sem proposição alternativa. Ela não tem discurso, nem nomes fortes para a disputa.
O PMDB local, aliás, desde há bastante tempo, se encontra sem poder de arranque, nem força necessária para atrair os munícipes insatisfeitos com a administração pública da Capital. E olhem que são muitos os descontentes.
O PSOL, por outro lado, teima em se manter isolado nas eleições, ignorando - por pura ingenuidade política e falta de visão - assim o fato de que uma briga eleitoral é facilitada por adesões e alianças com várias siglas e lideranças políticas.
Já o PT da cidade sofre com o desgaste da nacional, e esta tem alguns de seus principais nomes envolvidos em denúncias de corrupção, o que acarreta desgaste para toda a agremiação.
Subtraindo desse modo o mínimo de chances que teria o Lúdio Cabral. Este perdeu a disputa para o próprio Mauro Mendes, em 2012.
Apesar disso, ganhou envergadura política e força eleitoral. Mas, por erro estratégico e melhor leitura do cenário, saiu-se completamente enfraquecido da disputa pela cadeira central do Palácio Paiaguás, em 2014.
O PSDB dificilmente lançará candidatura à prefeitura de Cuiabá. Ainda que venha lançar, não terá chance alguma nesta disputa. Pois lhe falta tudo, inclusive candidato.
Assim, embora dividido, portanto, tende a apoiar o atual prefeito à reeleição, e esta possibilidade foi costurada com a posse de um de seus integrantes no secretariado municipal.
Tudo, portanto, conspira favoravelmente ao prefeito. Nada parece dificultar sua caminhada.
Os demais partidos se dividem em dois grandes grupos: o primeiro deles, composto de médios e pequenos partidos, deve fazer parte da aliança que o apoia; enquanto o segundo, constituído de siglas de médio porte, ficará do lado contrário, porém sem força política alguma para atrapalhar a vitória eleitoral do socialista.
Nem mesmo o partido que dá guarida hoje a professora Serys. A ex-senadora, muito tempo fora da vitrine, não demonstra ter a capacidade para trazer para si toda a oposição ao governo Mauro Mendes.
Um governo que tem procurado tirar vantagens eleitorais da parceria com o governo estadual. Inclusive no aspecto do marketing, com a construção do Pronto-Socorro como carro-chefe de campanha, deixando de lado um sem número de necessidades imediatas da população, tal como o disciplinamento da cidade.
O que, infelizmente, passa despercebido da oposição.
LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e analista político em Cuiabá.
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