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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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29 de Setembro de 2017, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / ONOFRE RIBEIRO

Sem chance a volta dos militares

Lula e Dilma fizeram um esforço enorme para destruir a reputação



Falamos ontem neste espaço sobre a eventual volta dos militares ao Governo no Brasil, nos moldes de 1964-1985.

Sem chances!        

Bom traçar uma perspectiva histórica dos militares e a política brasileira. No Império, eles já tinham muita influência política.

Tanto que o proclamador da República foi o marechal Deodoro da Fonseca e o segundo presidente, o Marechal Floriano Peixoto.

Durante a República Velha, que foi de 1889 a 1930, eles surgiram com força em 1922 no movimento Tenentista, que combatia a velha política de revezamento do poder político entre São Paulo e Minas.

Em 1930, os tenentes de 1922 estavam no apoio à Revolução de 1930 que trouxe Getúlio Vargas àPpresidência num golpe de Estado. Dali até 1945, com a queda de Getúlio, os militares participaram de conspirações políticas e de movimentos nacionalistas.          

Finda a Segunda Guerra Mundial, entre 1950 e 1953, a guerra da Coréia mostrou aos Estados Unidos que precisaria construir barreiras para evitar a expansão do socialismo muito manifesto na guerra, através da União Soviética e da China.

De imediato, os EUA decidiram proteger as Américas contra  o socialismo no futuro.       

Levaram jovens oficiais desses países para estudar em academias militares, como Davenporth, nos EUA, onde estiveram, por exemplo, o futuro marechal Humberto de Alencar Castello Branco e o general Golbery do Couto e Silva.

Castello Branco foi o primeiro presidente militar em 1964 e Golbery, o pensador do regime militar que governou o Brasil.        

A ideia dos EUA era formar futuras lideranças militares em lideranças políticas para uma eventual necessidade futura.

Isso aconteceu bem 1964, com a chamada Revolução de 1964. Aliás, na América do Sul toda, exceto a Venezuela. Todos tiveram golpes militares.         

O que gostaria de dizer neste artigo é que os militares brasileiros se prepararam militar e politicamente para governar o país ao longo de 75 anos, desde a Proclamação da República.        

Em 1985, deixaram o poder no Brasil desgastados e derrotados pelas sucessivas crises econômicas.

Os governos petistas de Lula e Dilma fizeram um esforço enorme para destruir a reputação militar.

É assim que estão hoje os quartéis com seus oficiais construídos depois de 1985. Sem recursos, politicamente desmotivados e sem lideranças com olhar político.

Tampouco articulação com a sociedade para um movimento politico 

O assunto continuará amanhã.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br 

www.onofreribeiro.com.br 

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