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13 de Fevereiro de 2015, 09h:55 - A | A

OPINIÃO /

Portas abertas ao diálogo, sempre!

A administração do cabresto e do abuso de poder dos coronéis não são características do Governo Taques

RepórterMT

Paulo Taques

PAULO ZAMAR TAQUES



Guardadas as devidas proporções do contexto histórico – leia-se ‘anos de chumbo’ -, quando ganhou as ruas a canção "Pesadelo", de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, me chega à lembrança uma das frases mais belas e de conteúdo mais desafiador que ouvi durante a juventude: "quando o muro separa, uma ponte une". 

Conteúdo este, que de alguma forma ajudou a esculpir ao longo dos anos o perfil conciliador da interlocução que hoje também me fortalece junto aos desafios que encontro à frente da Casa Civil de Mato Grosso. 

Ser a ponte institucional entre o Executivo e os Poderes, as administrações municipais, as instituições, secretarias de Estado, autarquias e fundações, entre a nossa bancada federal, a sociedade civil organizada e, sobretudo, um elo com cidadão mato-grossense, é mais que um desafio, é uma determinação que quero seguir à risca. 

É preciso que as pessoas acreditem que os tempos mudaram, e pra melhor, que o processo democrático se fortaleceu e se tornou mais participativo, e que a viciosa política do “cumpadrismo”, a partir de agora, acabou em Mato Grosso. 

O Estado não será mais administrado com tapinhas nas costas, e isso é condição sine qua non para toda a equipe do Governador Pedro Taques. 

Nesse sentido, desde que aceitei assumir a Casa Civil, há pouco mais de 30 dias, mantenho as portas do meu gabinete diariamente abertas aos que chegam de todas as regiões do Estado, com as mais variadas demandas. 

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Porque além de correto, é assim que determinou o Governador. Recebi, dias atrás, em meu gabinete o prefeito de Marcelândia, Arnóbio Vieira de Andrade, acompanhado da deputada estadual Janaína Riva, ambos do PSD. 

O prefeito disse que não votou no governador e que estava sem jeito de pedir a manutenção de um convênio para construir salas de aula e levar a Unemat ao município e sem jeito também, porque quem descumpriu a palavra foi o ex-governador Silval Barbosa, mas que o assunto era de interesse da população e por isso estava ali. E nós atenderemos a demanda dele e da deputada. 

Tenho dito aonde vou, e aos que procuram a Casa Civil, que a eleição acabou há exatos quatro meses, e que as siglas partidárias que naquele cenário eleitoral se encontravam em campos opositores, não serão nesta gestão impedimento em momento algum para que prefeitos ou deputados deixem de ser recebidos e suas demandas atendidas sempre com transparência e dentro da legalidade. 

Nossa missão é aprimorar esse canal de comunicação, absolutamente ágil, limpo e transparente. 

É assim também que pretendo conduzir o diálogo com a Casa de Leis, Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e a Defensoria Pública, porque entendo ser essa a melhor maneira de ir ‘ao’ e não ‘de’ encontro às situações que forem surgindo, assim, evitando conflitos e divergências que tanto teimam em rondar os corredores do poder. 

O diálogo será sempre o tom de todos os encaminhamentos e para todas as decisões. 

A hora é de olhar pra frente e continuar a caminhada que, me lembro muito bem, não começou ontem, ao contrário, começou lá atrás. 

A administração do cabresto e do abuso de poder dos coronéis não são características do governo democrático, do nosso governo, e devem permanecer apenas como recorte da história que devemos lembrar sim, para que jamais sejam criadas novamente condições favoráveis ao seu ressurgimento. 

Não há dúvidas, as palavras até convencem, mas o que arrasta as pessoas é o exemplo. 

PAULO ZAMAR TAQUES é o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso.

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