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Cuiabá, 13 de Junho de 2024
13 de Junho de 2024

19 de Dezembro de 2022, 09h:10 - A | A

OPINIÃO / RAFAEL SODRÉ

O poder dos fatores externos como causadores do câncer



Apesar da grande disponibilidade de informações existe uma grande confusão que paira na cabeça do público em geral. As pessoas perguntam se o câncer é genético quando na verdade querem saber se ele é hereditário, ou seja, se passa de pais para filhos.

Diante disso é bom deixar claro, todo câncer tem origem genética, mas a minoria é hereditária. Tecnicamente chamamos de mutações somáticas aquelas que ocorrem pontualmente numa determinada célula e mutações germinativas aquelas em que estão em todas células do corpo humano.

Essa capacidade evolutiva foi fundamental para nossa sobrevivência e adaptação. Todavia, o corpo humano está sujeito ao desgaste do tempo e exposto aos fatores externos inerentes ao nosso dia a dia.

Não existe maquinário mais perfeito que o celular. Ele foi criado para crescer e multiplicar de forma ordenada, combater agentes infecciosos de forma precisa, além de corrigir seus próprios defeitos. Consegue até, em último caso programar uma morte celular, chamada de apoptose.

Ao longo da vida algumas pessoas irão desenvolver câncer, para isso a medicina tem algumas explicações. Existem substâncias sabidamente cancerígenas, ou seja, que agridem nossas células sabotando os sistemas de defesa, levando ao crescimento desordenado de uma célula neoplásica. Os mais conhecidos são cigarro, álcool e raios ultravioletas. Outras causas são infecções como HIV, HPV, Hepatite entre outros.

Hábitos de vida influenciam na nossa imunidade. Sabe-se que as células de defesa têm papel fundamental nessa regulação. Em relação aos tumores hereditários eles representam uma minoria, algo em torno de 5-10%. Nesses casos, a medicina tem aprendido muito como manejar. São casos desafiadores, tanto do ponto de vista moral quanto ético.

Hoje o que parece é que, muito conhecimento representa uma enésima parte de todo esse complexo sistema biológico. Evoluímos muito, mas ainda há espaço para ir além, espera-se que nas próximas décadas avanços na biologia molecular nos tragam mais opções de cuidado e tratamento.

Rafael Sodré de Aragão é Cirurgião Oncológico e Cirurgião Geral do Hospital de Câncer de MT MD-MSc (CRM 6990/MT RQE 2794 RQE 5138).

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