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23 de Novembro de 2016, 07h:58 - A | A

OPINIÃO /

O mundo e nós

A produtividade será a chave pra alcançar a produção esperada

ONOFRE RIBEIRO



Gostaria de usar neste artigo algumas informações muito provocadoras apresentados pelo agrônomo Otávio Celidônio, durante o seminário “CresceMT – Educação para um novo tempo”, na semana passada, em Cuiabá.

São dados proféticos a respeito do aumento populacional no mundo até 2050 e das demandas por alimentos. O tema educação cabe no artigo por conta das necessidades de produção de nosso estado e dos recursos humanos hoje distantes dessas necessidades.

Em 2050, daqui a 34 anos, portanto, a população mundial crescerá 31%, passando dos atuais 7,1 bilhões para 9,73 bilhões. Serão 6,34 bilhões urbanos e 3,21 bilhões rurais. Isso vai gerar uma demanda de 70% por alimentos, 80% de energia e 55% de água. Hoje o Brasil é responsável por 7% da produção mundial de grãos.

Com o crescimento de 70% na demanda mundial  até 2050, o Brasil responderá por 40% de grãos, fibras e energia. É uma montanha de produção. Nesse caso o Brasil responderá por 18% da produção mundial, que será de 965 milhões de toneladas.

Aqui entra o primeiro grande desafio. Se não aumentar a produtividade, serão necessários 210 milhões de hectares para produzir o volume citado. Porém, o Brasil só possui 70 milhões disponíveis, sem desmatamentos. Portanto, a produtividade será a chave pra alcançar a produção esperada.

Mas falar em produtividade é complicado quando comparamos a produtividade da mão de obra do Brasil com a de outros países. No Brasil é de U$ 10.386 por ano. De U$ 24.581, na Argentina, de U$ 29.484 em Mato Grosso (uma ilha de produtividade). Mas nos Estados Unidos é de U$ 78.224.

Por trás da baixa produtividade está a educação precária. O Senar tem papel de formação de mão de obra rural. O perfil dos seus alunos revela isso. 46% estudaram até o ensino médio, 30% até o ensino fundamental, 12% até o ensino superior, 5% até pós-graduado e 6% não se sabe. Predomina a faixa etária de 25 a 45 anos.

Dito isso, parece tão necessário que o poder público olhe a educação como fator extremamente estratégico para o futuro. Por razões que serão analisadas em próximo artigo.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]com.br    www.onofreribeiro.com.br

 

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