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16 de Novembro de 2013, 09h:14 - A | A

OPINIÃO / ÉDINA ARAÚJO

Momentos de terror

A mesma polícia que me algemou não deu sequer uma explicação

ÉDINA ARAÚJO
DA REDAÇÃO



Mais uma vez tentam nos calar. Desta vez a força desproporcional e a arbitrariedade foram usadas para forjar um flagrante – na tentativa de me desmoralizar, além de tentar desmoralizar o site VG Notícias, um Veículo de Comunicação sério, combatente e acima de tudo corajoso.

Mesmo com a tentativa sórdida que nos remete à época da ditadura – não vão conseguir nos intimidar – pelo contrário, como escreveu meu filho, o advogado Rodrigo Araújo, em 08 de julho deste ano, dois dias depois de o site ser alvejado por tiros, que: “Atentado, um combustível para o trabalho sério e o dever de informar! nos dá mais forças ainda”.

Diga-se de passagem, que até o presente momento, esta mesma polícia que me algemou, usando de arbitrariedade, como comprova o vídeo produzido pelos “armadores da farsa”, não deu sequer uma explicação para o fato – e nem apresentou uma versão para ao menos dizer que algo estava sendo feito. Provavelmente, está aguardando o pior acontecer comigo, ou alguém de minha família – para depois tomarem uma medida. Quem sabe, esta atitude será tarde demais. Ninguém precisa de mártir e nem de uma bandeira de morto para ser levantada.

Quanto aos fatos, esclareço que: o senhor Antonio Roni Deliz – proprietário das empresas, Gráfica e Editora Deliz e Penta Serviços e Locações, entrou em contato com nossa equipe e agendou uma reunião na Gráfica de Liz, localizada no bairro Cristo Rei, entre as 13h e 14 horas, para pagamento de valores devidos ao VG Notícias, uma vez que é anunciante do site, por meio de veiculação de banner no portal.

Vale salientar, que além da mensalidade referente ao full banner, o empresário Deliz deveria pagar ainda, mesas adquiridas para o evento 4° Top Empresarial – que ocorreu dia 08 de novembro, ao qual compareceu com vários convidados – conforme fotos anexadas nos autos. O empresário devia ainda ao meu esposo, Geraldo Luiz de Araújo, aluguel referente à locação de um ônibus, cujas mensalidades estavam atrasadas.
"Ao final do processo certamente a Justiça prevalecerá e ficará provado que toda essa situação fora arquitetada por pessoas que acreditam na impunidade"
Diante disso, não havia qualquer ilegalidade ou ato ilícito na reunião desejada pelo empresário Deliz em sua empresa. Sendo que o mesmo entregou no local quatro cheques – um de sua gráfica e três de suposto cliente. Por se tratar de um empresário que mantinha relações comerciais com o VG Notícias desde 2012, não foram levantadas quaisquer suspeitas em relação aos cheques entregues por ele.

Contudo, ao sair do local, o “circo” estava armado. Os policiais e parte da imprensa aguardavam para registrar uma das maiores arbitrariedades já cometidas. Me prenderam como se eu tivesse recebido os cheques de um empresário que nunca mantive qualquer relação comercial, pelo contrário, denunciei-o por meio de matéria jornalística, pautada em documentos oficiais, bem como, para garantir a lisura e idoneidade da matéria encaminhei as cópias ao Ministério Público Estadual de Contas (MPC).

Portanto, jamais recebi qualquer quantia do empresário que alega ser vítima de extorsão, sendo que os cheques que foram repassados pelo empresário Roni Deliz são de negócios lícitos, que podem facilmente ser comprovados tanto pela Polícia Judiciária Civil quanto pelo Poder Judiciário.

Se não bastasse o flagrante preparado, o qual será combatido no momento oportuno, a violência e a vingança ao jornalismo sério não pararam por aí. Na Delegacia de Polícia, me deparei com o despreparo e a truculência de alguns profissionais, que não satisfeitos em colaborar com uma arbitrariedade, realizaram agressões físicas contra mim e meu advogado, Rodrigo Araújo – que após tomar conhecimento do flagrante forjado, chegou à Delegacia para acompanhar o caso.

Ainda, mesmo tendo curso superior fui encaminhada à Unidade Prisional, onde permaneci em uma cela com mais sete reeducandas, não me permitindo um local apropriado conforme determina a lei.

O momento de terror que vivenciei acabou quando meu filho, Rodrigo Araújo, meu esposo, Geraldo Araújo, ambos advogados, e minha filha Izabella Araújo foram acompanhados de um oficial de Justiça à Penitenciária levar a liminar de soltura concedida pela Justiça. Neste momento, mais uma vez, percebi que Deus está ao nosso lado e vale a pena acreditar no bem, apesar de ter muitas pessoas que trabalham em prol do mal e da corrupção.

Ao final do processo certamente a Justiça prevalecerá e ficará provado que toda essa situação fora arquitetada por pessoas que acreditam na impunidade e tem esta jornalista e seu veículo de comunicação como verdadeiros inimigos, em decorrência da linha editorial, que jamais se calará diante da corrupção que assola nosso município.

Edina Araújo é jornalista e diretora do VG Notícias

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Mário 17/11/2013

Quem não te conhece, que te compra!

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