ALFREDO MENEZES
O Governo Silval Barbosa quer tomar empréstimo de 200 milhões de reais junto a Caixa Econômica para o VLT.
A Caixa já emprestou 1.477 bilhões para esse projeto.
O Governo diz que o novo empréstimo ‘não majora o custo do VLT’. Não majora?
O Estado vai pagar à Caixa somente 1.477 bilhões e não 1.677? Que interessante.
O Governo diz na sua mensagem para a Assembleia, em que pede autorização para o empréstimo, que é ‘para suprir a desoneração tributária que não vem ocorrendo dentro das expectativas inicialmente prevista’.
É que existe uma lei de isenção fiscal para Copa e supostamente o governo não cumpriu sua parte na desoneração e a empreiteira do VLT pagou impostos que não deveria ter pago.
Quem tem que dizer isso para a sociedade é o Ministério Público, ou seja, se houve ou não a isenção fiscal.
Se houve, não se pode pegar o tal empréstimo. Se não houve, o Governo cometeu ilícito em não obedecer a uma norma que dava a isenção.
O que a rua diz é outra coisa. Fala-se que o empréstimo é um aditivo disfarçado.
Que o VLT, sendo pelo Regime Diferenciado de Contratação, não pode ter aditivo e que inventaram esse empréstimo com a desculpa de que o Estado não deu sua contrapartida em não desonerar a empreiteira de impostos.
As pessoas estão fulas da vida com a empreiteira do VLT. Fez da gente daqui uns idiotas ao promover uma bagunça generalizada nas ruas para o tal VLT.
Fizeram a bagunça conscientemente para pedir mais dinheiro.
Agora, depois da bagunça, em que todos querem que a obra termine, vão conseguir.
E o Governo criou uma estória esquisita para dar um aditivo disfarçado à construtora do VLT.
Outra engabelação? O governo do estado vendeu a um banco norte americano um bilhão de reais da dívida estadual.
Na época, um dólar valia um pouquinho mais que dois reais. O estado pagava de juros pela dívida ao governo federal uns 15% ao ano.
Agora, o dólar beira 2.50 reais e tende a aumentar com a retirada da injeção mensal de dólares do Banco Central norte-americano para estimular a economia (desde a crise de 2008 os EUA injetaram cinco trilhões de dólares na economia do país).
Dólar em 2.50 é um aumento de 25% desde a venda da dívida, mais que os 15% que se pagava a Brasília.
Na época, engabelaram a gente de que era um grande negócio para o estado. A venda da dívida teve uma carência, quem vai começar a pagá-la em 2015 é o Governo Taques.
Comenta-se ainda que a ida do Eder Moraes para o escritório de MT em Brasília foi para tentar vender o restante da dívida para o exterior.
O Tesouro Nacional negou o aval. Já pensou se vendessem com o dólar nessas alturas?
ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e articulista político em Cuiabá.
[email protected]
www.alfredomenezes.com


















