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Cuiabá, 18 de Julho de 2024
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19 de Outubro de 2017, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / ROMILDO GONÇALVES

Horário de verão: sim ou não?

Analisando com rigor os prós e os contras da aplicação dessa medida



Criado em 1784 por Benjamin Franklin, cujo título geral era “Day light saving time” ou “horário de economia com luz do dia”, em tradução livre”. Quando ainda não existia luz elétrica e tinha como objetivo a economia “Cera de Vela” em uso à época. Mas até hoje persiste esse embrolho. 

Porém, toda vida, contudo, a Casa Civil da Presidência da República está avaliando a conveniência ou não de adotar o horário de verão em 2017. Este programa ou medida foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932 e vem sendo adotado continuadamente desde 1985. 

A partir de 2008, um decreto presidencial passou a estabelecer as datas para o início e término do programa visando a economia de energia elétrica em determinadas regiões do Brasil. 

No entanto, economicamente falando e analisando com rigor os pros e os contras da aplicação dessa medida, percebe-se pouco ou quase nada em efeitos econômicos. 

A última edição foi de 16 de outubro de 2016 a 19 de fevereiro de 2017. No período, a economia foi de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do uso de usinas termelétricas para complementar a geração de energia. O valor ficou abaixo do verificado na edição anterior (2015/2016), quando foram poupados R$ 162 milhões. 

Como pesquisador e biologicamente falando, sabemos o quanto este forçado período afeta a vida das pessoas criando desconforto e desgaste a todos.

 

Nesse período é visível a irritabilidade das pessoas, que os digam estudantes das zonas rural que precisam acordar muito cedo pagando um alto preço por isso, sendo atingido de forma direta em seu aprendizado, com capacidade de raciocínio literalmente afetados 

Infleizmente o sem graça, sem nexo e sem sentido horário de verão persiste! Atingindo milhões de pessoas especialmente crianças e idoso país afora. Como se vê, estamos em pleno século 21, cercados de gigantescos potenciais hídricos por todo território nacional e, no entanto, vivendo como se no período paleolítico estivéssemos. É, né! Pois é!

Poucas nações no mundo desfrutam de tantas riquezas naturais como à brasileira 20% da água doce do mundo se encontram no país, uma quantidade colossal, não? Ademais, a geração de energia por meio de hidrelétricas tem externalidade preciosíssima. 

Nos reservatórios pode-se criar peixes em grande profusão, depois de passada pelas turbinas a água pode ser utilizada para irrigação em grandes áreas de produção agrícolas ou pequenas hortas caseiras como queira. 

Ao Contrário do que se pensa a biodiversidade do entorno das usinas pode ser melhorada após eventuais desequilíbrios momentâneos causados por ação antrópica. 

Como se vê, o Brasil é um país com sólida vocação para produção de energia limpa, detentor de extraordinária topografia, rios com enormes potenciais hídricos, privilegio para poucas nações, não? Então! Por que não utilizá-los racional e sustentavelmente? 

Se assim pensar e agir! As autoridades brasileiras estarão corrigindo erros recorrentes desse fiasco gigantesco chamado horário de verão! Como disse no início desse artigo, poucas nações no mundo têm o privilégio de possuir tantas riquezas naturais! Será que realmente precisamos desse infortúnio? 

 ROMILDO GONÇALVES é biólogo, professor pesquisador em Ciências Naturais da UFMT/Seduc, doutorando em Agricultura Tropical.

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