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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
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05 de Julho de 2012, 10h:16 - A | A

OPINIÃO / ALFREDO DA MOTA MENEZES

Assuntos da política

ALFREDO DA MOTA MENEZES



Recebi um levantamento, com nomes, datas e períodos, dos prefeitos da Capital entre 1962 e 2010. São 17 nomes: Vicente Vuolo, Frederico Campos, Bento Lobo, Benedito Ferraz, Vilanova Torres, Giungihlio Bello, Rodrigues Palma, Gustavo Arruda, Anildo Barros, Wilson Coutinho, Torquato, Alfredo Ferreira, Dante, José Meireles, Carlos Brito, França e Wilson Santos.

 

De todos eles somente o Dante, Palma e Vuolo tiveram vida na política após a prefeitura. Os outros 14 tiveram problema. O autor do e-mail, Agnaldo Campos, diz que “foram a óbito politicamente”. Não sei como será o futuro do Chico Galindo. Se engrossa a lista dos 14 ou dos três que sobreviveram.

 

O recado está dado aos candidatos de agora, se não tratarem com cuidado as coisas da Capital a lista de morte política pode aumentar. O que foi que fez o Pedro Taques dar apoio ao Mauro Mendes? Tinha sido uma estratégia dos dois e o final era aquele mesmo? Foi o afastamento do PMDB da coligação? O Taques assim fez para mostrar lealdade e lá na frente, se a coisa se complicar, tiraria o apoio e acusaria o Mauro disso ou daquilo? O Mauro se comprometeu em não sair candidato a governador em 2014 e daria apoio ao Taques?

 

Esta última hipótese tem desdobramentos. Tem muito mais conversa sobre que o grupo no poder não vai deixar o Taques correr solto para o governo. Vão cercá-lo. Não querem esticar a corda, fazer uma disputa sanguinolenta e, se o Taques ganhar, chegar ao governo rompido com o grupo.

 

Quando se fala em grupo se pensa na Famato, Fiemt, empreiteiras de obras públicas, empresas do agronegócio. Hoje, mais a classe política, é o grupo no poder. Um Pedro Taques magoado no governo iria criar o seu grupo e escantear os que estão hoje ribalta. Entraria na Famato, na Fiemt ou nas empreiteiras com gente nova. Provocaria um desassossego geral.

 

O melhor, na tese, é ficar perto dele. Se ele ganhar, ganharia sem rompimento brusco e cercado por parte do mesmo grupo hoje no poder. E que Blairo Maggi seria o interlocutor dessa aproximação. Difícil de acontecer? Em política até boi voa. Dizem que foi um erro o PSD lançar o Carlos Brito a prefeito. Que o melhor seria compor com o PSDB ou com o DEM. Não foi um erro, foi é bem pensado.

 

Geraldo Riva pode ser candidato ao governo em 2014. Se não for seria o Chico Daltro e sentado na cadeira de governador, pois é crença que o Silval sai candidato ao Senado ou a deputado federal. No caso, o PSD precisa ter candidatura em Cuiabá e V. Grande para ter palanque e horário na televisão para vender a imagem do partido (e das duas lideranças) nos maiores colégios eleitorais do estado. Sabem que se não chegarem ao eleitor daqui não terão chance eleitoral nenhuma.

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