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22 de Maio de 2015, 09h:54 - A | A

OPINIÃO /

Academia: um patrimônio de todos

As histórias que contamos e a forma simplificada de comunicação garantiram a empatia

RepórterMT

Eduardo Mahon

EDUARDO MAHON



Em setembro, finalizamos a nossa administração à frente da AML. Academia Mato-grossense de Letras, um patrimônio de todos, foi como quisemos divulgar a imagem de uma das instituições mais queridas e respeitadas do Estado. 

Quase semanalmente, respondo à pergunta: "o que aconteceu de tão bom para rejuvenescer a Academia?" Muitas pessoas e sonhos convergiram para a Casa Barão de Melgaço nesses dois anos. 

Primeiramente, é preciso lembrar que contei com o apoio de Elizabeth Madureira Siqueira, nossa atual curadora do acervo. 

Foi ela a responsável pelo diálogo entre vários segmentos internos, sempre de forma discreta, leal e equilibrada. Depois, fomos embalados por dois acadêmicos recém-chegados, naquele momento - Fernando Tadeu de Miranda Borges que virou nosso primeiro-secretário e Marília Beatriz de Figueiredo Leite, uma grande amiga, parceira, incentivadora. 

Além da torcida dos ex-presidentes: Ubiratã Nascentes Alves, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho e Nilza Queiróz Freire. 

Um vácuo de dez cadeiras demandava empenho dos acadêmicos. O leitor pode não saber, mas uma eleição exige um esforço redobrado da diretoria. 

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São pareceres, cédulas, envelopes, correios, recepção de votos, registro de presença e ausência, comissão de escrutínio, tudo embalado pela elegância típica das academias de letras, onde concorrem candidatos da elite intelectual mato-grossense. Nesse percurso, tivemos dezenas de interessados. 

Uma curiosidade digna de nota: nessas dez eleições, em nenhuma ocasião houve segundo turno nas votações, significando uma firmeza de convicção dos sócios da Academia Mato-grossense de Letras no mérito dos eleitos, além de harmonia interna. 

Fomos brindados pela presença de Ivens Cuiabano Scaff, Agnaldo Rodrigues da Silva, João Carlos Vicente Ferreira, Lucinda Persona, Marta Cocco, Sueli Batista, Cristina Campos, Olga Castrillon Mendes, Flávio Ferreira e Luciene Carvalho, um time de estrelas na literatura produzida neste Estado.

Lançadas essas bases, foi possível receber diversos segmentos sociais, a começar pela juventude. Na verdade, foi para a juventude que voltamos a nossa atenção especialmente. Várias escolas de ensino fundamental e médio nos visitaram nesses dois anos, recebidas com carinho por nossos sócios. 

Os livros que doamos, as histórias que contamos e a forma simplificada de comunicação garantiram a empatia, além de abrirmos outros flancos de comunicação: sítio virtual e fanpage nas redes sociais de comunicação, gerando um fluxo contínuo de informação.

Lançamentos de livros, curso de literatura, aulas-show, encontros musicais, congressos científicos, de tudo um pouco houve nesses dois anos.

Atualmente, estamos às voltas com vários projetos: ao mesmo tempo em que encerramos o feliz e produtivo centenário de Rubens de Mendonça sob a batuta da filha Adélia Badre Mendonça de Deus, preparamo-nos para o centenário de Gervásio Leite, uma merecida lembrança ao vanguardista que foi deputado constituinte, desembargador, além de poeta moderno e presidente da própria Academia, ciclo a ser administrado pela colega Marília Beatriz, acadêmica e filha do grande homenageado; temos eventos programados para acontecer ligados à música e a grupos regionais; mandamos para a editora um novo número da Revista da Academia Mato-Grossense de Letras em álbum duplo com os discursos dos colegas, um repositório valioso para a pesquisa literária; concursos de literatura em parceria com o Poder Judiciário e com um jornal da capital e, finalmente, o projeto do primeiro volume da Antologia Poética Mato-Grossense, trabalho organizado pela acadêmica Cristina Campos, com o apoio do músico Fidel Fiori e a colaboração do querido Gilberto Nasser. 

Por fim, irmanados com o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, sob a presidência do determinado colega João Carlos Vicente Ferreira, auxiliamos a Secretaria de Estado de Educação na mudança da matriz curricular para receber as disciplinas de história, geografia e literatura mato-grossense, uma verdadeira revolução no ensino.

O encerramento dessa gestão dar-se-á como começou: num ritmo frenético. Já iniciamos os nossos planos para a transição de gestão. 

Em setembro, receberemos os colegas da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras para a solenidade de transmissão de cargo, uma convergência que nunca aconteceu após a divisão do Estado. Será uma festa literária com intercâmbio cultural riquíssimo. 

Temos a segurança de entregarmos a administração nas mãos de intelectuais ainda mais capazes e motivados. 

O que virá certamente vai emocionar a sociedade: mais performance, mais música, mais apresentações, mais literatura, mais envolvimento, mais publicações.

Por enquanto, quero não só agradecer a todos que confiaram na proposta e na ação de nossa gestão à frente da Academia Mato-grossense de Letras, mas também convidar para que continuemos a prestigiá-la continuamente. 

No dia 23 de maio, haverá o show do grupo musical Alma de Gato, no dia 29 de maio comemoraremos a posse de Olga Castrillon Mendes, no dia 11 de junho será a vez de Flávio Ferreira e, no dia 13 de agosto, assume Luciene Carvalho. 

Podem esperar mais, muito mais, dependendo da nossa vontade. 

Em nome da nossa querida Academia, vai aqui o nosso muito obrigado pelo enorme apoio!

EDUARDO MAHON, advogado, é presidente da Academia Mato-Grossense de Letras.

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