facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png twitter-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 15 de Julho de 2024
15 de Julho de 2024

10 de Julho de 2024, 14h:08 - A | A

OPINIÃO / EMMANUELA BORTOLETTO SANTOS DOS REIS

A hipertensão arterial e os rins

EMMANUELA BORTOLETTO SANTOS DOS REIS



A hipertensão arterial na infância é uma condição médica que vem ganhando atenção crescente devido ao aumento de sua incidência. Embora tradicionalmente associada a adultos, a hipertensão pode ocorrer em crianças e adolescentes, frequentemente como resultado de fatores genéticos, obesidade e estilos de vida sedentários. Identificar e tratar a hipertensão arterial na infância é crucial, pois a pressão alta pode levar a danos em órgãos vitais como o coração, cérebro e rins, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta.

Os riscos de desenvolver hipertensão na infância são influenciados por diversos fatores, incluindo histórico familiar de pressão alta, excesso de peso, prematuridade, e uso de corticoides tópicos e sistêmicos. Além disso, uma dieta rica em sódio e pobre em nutrientes essenciais pode agravar a condição. Dietas ricas em frutas, vegetais e alimentos integrais, e com baixo teor de sal, são recomendadas para ajudar a controlar e prevenir a hipertensão. O controle do peso através de uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas são fundamentais para reduzir os riscos associados à hipertensão arterial em crianças. É recomendado que todas as crianças prematuras, cardiopatia e nefropatia meçam a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano, assim como todas as crianças acima de três anos de idade. Os valores de normalidade para crianças e adolescentes é diferente do adulto, mas deve sempre ser abaixo de 120/80mmHg em qualquer um dos casos.

O acompanhamento com um nefrologista pediátrico é essencial para crianças diagnosticadas com hipertensão arterial. Esses especialistas são treinados para lidar com complicações renais e podem fornecer um manejo abrangente da condição, incluindo ajustes na dieta, monitoramento da pressão arterial e, quando necessário, prescrição de medicamentos. Um acompanhamento regular permite a detecção precoce de possíveis danos aos rins e outros órgãos, promovendo uma melhor qualidade de vida e prevenindo complicações futuras.

Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis é medica Nefropediatra no Hospital Santa Rosa e professora na UNIVAG- CRM/ MT 6596 e RQE 300; 327.

>>> Siga a gente no Twitter e fique bem informado

Comente esta notícia