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06 de Dezembro de 2013, 08h:46 - A | A

OBRAS DA COPA / DURANTE COLETIVA

Ministro do Esporte explica prazos de entrega de estádios

Aldo Rebelo também afirmou não temer a maior visibilidade para os problemas do país

ASSESSORIA
DA REDAÇÃO



Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (04.12), na Costa do Sauipe (BA), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, destacou a importância da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 para reforçar a diversidade da cultura e a característica de tolerância do povo brasileiro. “Somos o país que, ao mesmo tempo que tem grande diversidade cultural e étnica, é um país também marcado por uma grande unidade. Queremos fazer da Copa um momento de luta contra o racismo, um momento da afirmação daquilo que o esporte representa: confraternização, oportunidade de encontro entre as pessoas. Jogadores promovem esse encontro dentro de campo, e precisamos promover esse encontro nas ruas, nas arquibancadas, expressando pelo futebol a esperança de um mundo pacífico e mais tolerante”, disse o ministro durante o Media Day, evento que faz parte da programação do sorteio dos grupos da Copa do Mundo.

Rebelo também foi questionado sobre a maior visibilidade que ganham os problemas brasileiros em virtude da forte presença de mídia no país por conta dos grandes eventos esportivos. "Não estamos preocupados com isso, sabemos que essa visibilidade maior revela coisas ruins sobe o país, mas muito mais coisas boas. Se estamos confortáveis com as tragédias? Evidente que não, nem com o que aconteceu na Arena Corinthians nem com a violência que assola o nosso dia a dia. Não estamos confortáveis com isso, adotamos políticas para enfrentar esses fenômenos. Queremos que a imprensa veja as nossas deformidades, mas ela também vai encontrar nossas virtudes, nossas qualidades”, respondeu.

Estádios

O ministro explicou que três dos seis estádios em reforma ou construção para a Copa do Mundo seriam entregues em dezembro deste ano, conforme o cronograma original. Entretanto, por questões de agenda da Presidência da República, as inaugurações das arenas de Manaus, Natal e Cuiabá serão transferidas para janeiro de 2014. “Dos seis estádios que não foram usados na Copa das Confederações, três seriam entregues em dezembro de 2013, mas eu conversei pessoalmente com os governadores. A data da entrega proposta foi 20 de dezembro para Manaus, 19, 21 ou 30 dezembro para o de Natal, e o de Cuiabá a partir do dia 20 de dezembro. Por questão de agenda presidencial, eu pedi para que esses três estádios fossem entregues em janeiro. Em relação aos demais, houve o acidente no estádio do Corinthians, houve atraso no repasse de recursos em Curitiba, e no de Porto alegre também houve problema na finalização das obras do entorno, mas posso dizer que eles serão entregues com relativa folga para a realização dos eventos-teste”, esclareceu Rebelo.

O ministro fez uma analogia com o casamento para abordar a questão dos estádios. “É uma festa para duas pessoas. De 100% dos casamentos que eu testemunhei, a noiva chegou atrasada. E nunca vi o casamento deixar de acontecer por causa disso. É provável que haja um ou outro atraso, mas o mais importante é que todos serão entregues”, acrescentou.

A preocupação com a violência nas cidades brasileiras foi outro tema abordado pelos jornalistas estrangeiros e comentado pelo ministro. Segundo Rebelo, o Brasil tem seus problemas de violência urbana e os enfrenta como pode, mas reforçou que o debate deve considerar outras formas de violência existentes no mundo.

"Aqui vivemos a violência social, uma coisa deplorável que buscamos combater, para que não se abata diante da nossa população, não só pela Copa. Ninguém se sente confortável com os episódios de arrastão, assaltos, estupros com turistas. Isso tudo é deplorável. Mas os governos e polícias buscam dar a resposta. Quando esse debate aparece, é preciso que todas as formas de violência sejam apresentadas, para que o meu país não seja apresentado ao mundo como o único onde a violência existe. A violência acontece no mundo inteiro em suas várias manifestações”, disse Aldo Rebelo.

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