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28 de Novembro de 2016, 07h:56 - A | A

JUDICIÁRIO / "NA MIRA DO MPE"

Zaque investiga contratos irregulares e desvio de função no Samu

O promotor Mauro Zaque instaurou uma investigação sobre diversas irregularidades no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), como: esquema em contratos, desvio de função e doações ilegais.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Uma auditoria realizada dentro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fez com que o Ministério Público Estadual (MPE) instaurasse um procedimento preparatório para inquérito civil público com a finalidade de investigar possíveis esquemas sobre contratos e desvios de função dentro da unidade.

A portaria, que tem prazo de até 90 dias para ser conclusa, é datada de 18 de novembro deste ano e assinada pelo promotor de Justiça, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa, Mauro Zaque de Jesus.

Além das buscas de informações que possam embasar um possível ato criminoso, o promotor ainda quer saber sobre doações ilegais dentro do setor pago pelo governo para oferecer o serviço de atendimento emergencial a pacientes. Contratos e escalas de plantões de enfermagem também estão "na mira do MPE".

O serviço do Samu funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.  Eles são os responsáveis por encaminhar os pacientes às unidades de saúde públicas.

Complicações na saúde

O recebimento de pacientes no Pronto Socorro de Cuiabá chegou a ser suspenso na última quinta-feira (24) por conta da superlotação da unidade. Em ofício encaminhado à Prefeitura de Cuiabá, a direção do Pronto Socorro alegou que poderia haver prestação de serviço precária, além de risco de infecção.

Na sexta-feira (25), o promotor Alexandre de Matos Guedes, do Núcleo de Defesa da Cidadania e do Consumidor, do Ministério Público Estadual, ingressou com uma ação junto à Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular da Capital contra o Pronto Socorro de Cuiabá, após a unidade deixar de receber novos pacientes devido à “superlotação”. O promotor pediu que a Justiça obrigasse a unidade a restabelecer o atendimento ao público, de forma imediata.

Em caso de descumprimento, a pena diária seria de R$ 100 mil, além do afastamento dos gestores do cargo. 

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ana flavia 28/11/2016

O problema no SAMU não é da atual gestão, nem das gestões passadas dos coronéis bombeiros. Na verdade nunca os gestores desse estado deram devida importância a instituição. Só lembram do SAMU quando é para tirar ambulâncias da rua, dos atendimentos à população, para dar cobertura aos eventos do governo, para aparecer e fazer bonito, sair na foto. Comprar materiais básicos como luvas e álcool nem pensar né???!!! Antes o SAMU enfrentasse somente esses problemas citados na reportagem, a situação é muito pior!!!!!

Maria 28/11/2016

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

Hebert 28/11/2016

No momento há um enfermeiro fazendo um esforço enorme para levantar o samu e as irregularidades sao anteriores a sua gestão provavelmente na gestão de dois coronéis bombeiros que estiveram no comando desde 2015

Roberto 28/11/2016

TINHA UM CORONEL BOMBEIRO NA DIREÇÃO DO SAMU QUE TAVA COLOCANDO ORDEM NA CASA E FOI EXONERADO E AGORA A BOMBA ESTOUROU......MILITAR NÃO TEM FORÇA POLITICA..

4 comentários

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