Cuiabá, 09 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
09 de Setembro de 2026

20 de Dezembro de 2016, 11h:05 - A | A

JUDICIÁRIO / AUTORIDADES FORAM CITADAS

Tribunal de Justiça vai julgar pedido de liberdade de Alan Malouf

Decisão cabe ao TJMT porque o empresário envolveu nomes de autoridades com foro privilegiado, em declarações sobre fraudes na Seduc

Divulgação

Decisão será tomada por desembargador plantonista do TJMT

Decisão será tomada por desembargador plantonista do TJMT

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O Tribunal de Justiça do Estado deve decidir, ainda nesta terça-feira (20), se concede a revogação de prisão ao empresário Alan Malouf, preso após ser apontado como um dos líderes do esquema de fraudes a licitações da Secretaria de Educação (Seduc).

A decisão será proferida por um dos desembargadores plantonistas do Tribunal porque a juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal, declinou da competência para analisar o pedido impetrado pela defesa, após o empresário citar várias autoridades com foro privilegiado durante seu depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na sexta-feira (16).

Estão escalados para cobrir o recesso forense, que inicia nesta terça-feira (20) e segue até o dia 6 de janeiro, os desembargadores Rubens de Oliveira, Márcio Vidal e Maria Helena Póvoas.

Malouf, está preso há seis dias no Serviço de Operações Especiais (SOE), da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), no bairro Centro América, após deflagração da Operação Grão Vizir - que investiga suposto desvio em contratos de obras da Seduc, que totalizam R$ 56 milhões.

Ao Gaeco, Malouf negou ser o idealizador do sistema criminoso, atribuindo a função ao empreiteiro e delator da Operação Rêmora, Giovani Guizardi.

Segundo Maluf, o delator é quem fazia todas as operações de arrecadação, cobrança e distribuição de propinas.

Dono de um dos buffets mais caros do Estado - o Leila Malouf -, o empresário citou nome de autoridades com prerrogativas de foro, como o governador Pedro Taques (PSDB), o secretário chefe da Casa Civil Paulo Taques, além do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) e o federal Nilson Leitão.

Comente esta notícia

Honesto 20/12/2016

Diante de toda esta exposição de corrupção, praticada por representante eleitos pelo povo, nós cidadãos, temos que, pensar bem em quem votamos, a mídia tem mostrado com muita clareza os atos de roubalheira, praticada por esses desumanos. Tem sim, que, acabar com o "foro privilegiado", dessa maneira, quem cometer atos de improbidade administrativa, vai pagar a justiça e ao mesmo tempo proibi-lo de assumir cargos públicos.

positivo
1
negativo
2

1 comentários