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17 de Fevereiro de 2016, 10h:19 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO SODOMA

Silval, Nadaf e Cursi começam a depor sobre esquema que 'trocava' incentivos por propinas

Após os depoimentos o processo caminha para que seja proferia da sentença que pode tornar Silval o primeiro ex-governador de MT a ser condenado criminalmente

RpMT / reprodução

O esquema teria Silval como chefe, Nadaf como coordenador e Marcel como 'legalizador'

O esquema teria Silval como chefe, Nadaf como coordenador e Marcel como 'legalizador'

DA REDAÇÃO



O ex-goverandor Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários de sua gestão Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, devem começar a depor na tarde desta quarta-feira, (17), como réus do inquérito da Operação Sodoma, que investiga um esquema criminoso no qual o trio fornecia incentivos fiscais em troca de propina.

Após colher os depoimentos, a juíza deve acelerar o processo, que passa então a caminhar para que seja proferida a sentença que pode fazer de Silval o primeiro chefe do Executivo de Mato Grosso condenado na esfera criminal por atos praticados durante a sua gestão.

Os depoimentos serão conduzidos pela juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Preso há cinco meses no Centro de Custódia da Capital, Silval, que é considerado o chefe do esquema deve ser o primeiro a ser ouvido pela magistrada.

Após colher os depoimentos, a juíza deve acelerar o processo, que passa então a caminhar para que seja proferida a sentença que pode fazer de Silval o primeiro chefe do Executivo de Mato Grosso condenado na esfera criminal por atos praticados durante a sua gestão.

No total, seis pessoas encontram-se no polo passivo da ação, acusadas de desviar R$ 2,7 milhões dos cofres públicos por meio de concessão irregular de incentivos fiscais. 

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) é considerado chefe do esquema criminoso que se instaurou no Estado entre os anos de 2013 e 2014.  

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) é considerado chefe do esquema criminoso que se instaurou no Estado entre os anos de 2013 e 2014.



Conforme denúncia o esquema era gerenciado pelo ex-secretário Pedro Nadaf, que além da Casa Civil, também foi secretário de Fazenda e da pasta de Comércio, Minas e Energia. Já o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, seria quem dava amparo legal para a movimentação fraudulenta. Ambos também estão presos no CCC desde o dia 15 de setembro de 2015.

A operação Sodoma é oriunda de uma investigação conduzida pelo Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos), criado no governo Pedro Taques (PSDB). 

O ESQUEMA
Em depoimento à Justiça, o empresário João Batista Rosa, do Grupo Tractor Parts, o qual sua delação subsidiou a Operação, afirmou ter pago R$ 2,6 milhões ao ex-chefe da Casa Civil para ter as suas empresas inseridas no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Além disso, garantiu ter aberto mão de um crédito junto ao governo.

 

Rosa teria pago propina a Nadaf para regularizar a situação de sua empresa junto ao Estado, já que várias dificuldades administrativas, criadas contra a Tractor Parts, estariam provocando o acúmulo do crédito em quase cinco anos, somando a quantia considerável de R$ 2.6 milhões. 

A propina teria sido paga por meio de emissão de cheques do grupo empresarial, dinheiro vivo e transferências bancárias.
A expectativa é de que nos próximos meses Selma Rosane encerre o processo proferindo a sentença que pode tornar o ex-governador o primeiro chefe do Executivo de Mato Grosso condenado na esfera criminal por atos praticados durante a sua gestão. 

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