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01 de Dezembro de 2016, 07h:54 - A | A

JUDICIÁRIO / EFEITO DELAÇÃO

Após acordo com a Justiça, empreiteiro que liderava fraudes na Seduc sai da cadeia

O empreiteiro Giovani Guizardi é apontado como um dos líderes do esquema de fraudes a licitações de obras da Secretaria de Educação do Estado. Ele foi flagrado em gravações nas quais cobrava e recebia propina.

DA REDAÇÃO



Apontado como um dos líderes do esquema de fraudes a licitações de obras da Secretaria de Educação do Estado, o empreiteiro Giovani Guizardi, preso desde maio pela Operação Rêmora, foi solto na noite desta quarta-feira (30).

O empresário não pagou fiança para deixar a prisão. O empreiteiro fez acordo de delação premiada com a Jsutiça e conseguiu se livrar, por enquanto, da cadeia. O Gaeco aponta que as fraudes teriam “arrecadado” R$ 56 milhões.

A medida ocorre devido à decisão da juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que reverteu a prisão do empresário em domiciliar.

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) apontam que Guizardi era o arrecadador de propina do esquema.

Ele foi flagrado em vídeos cobrando e recebendo valores que seriam referentes a propina paga por empreiteiros, para que suas empresas se sagrassem vencedoras de certames e pudessem realizar obras de reforma e construção de escolas em Mato Grosso.

O escritório de Guizardi - no Edifício Avant Garden Business, era usado pela organização criminosa para definir planos e acerto de propina. 

Guizardi tem depoimento agendado para o dia 15 deste mês, quando deve confessar os crimes e apontar outros envolvidos.

As fraudes investigadas teriam ocorrido desde outubro de 2015, em 23 obras que seriam de reforma ou construção de escolas públicas. Ao todo 23 empresários são investigados por fazerem parte da organização criminosa que fraudou obras que tinham os custos orçados entre R$ 400 mil e R$ 6 milhões.

A Operação Rêmora também levou para a cadeia o ex-secertário de Educação Permínio Pinto, que continua preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Dos presos na "Operação Rêmora", já foram liberados os ex-servidores Moisés Dias da Silva e Wander Luiz dos Reis.

Quando preso, além das acusações sobre o esquema, também pesaram contra ele o fato de terem apreendido na residência dele três armas foram localizadas, sendo uma pistola 380 e uma de calibre 38 e um revolver Magnum de calibre 22 - considerado de uso restrito.

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