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Cuiabá, 25 de Junho de 2026
25 de Junho de 2026

05 de Outubro de 2016, 16h:45 - A | A

JUDICIÁRIO / DESMEMBRAMENTO DA VETRÍLOQUO

Acusado de receber R$ 1,5 milhão, Romoaldo depõe no Gaeco; chefe de gabinete é preso

O parlamentar foi citado por José Riva em depoimento onde o ex-presidente da ALMT contou como era o esquema que desencadeou a Operação Ventríloquo, antecessora da Gepeto

CELLY SILVA
DA REPORTAGEM



Após prisão de seu chefe de gabinete Francisvaldo Mendes Pacheco, na tarde desta quarta-feira (05), pelo Gaeco - Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, o deputado Romoaldo Júnior (PMDB), prestou depoimento, como testemunha, aos promotores envolvidos nas investigações da Operação Filhos de Gepeto, desmembramento da Operação Ventríloquo, que apura desvios de R$ 9,4 milhões em uma transação com o banco HSBC, à época em que o peemedebista era presidente da Assembleia Legislativa e José Riva, primeiro secretário.

Romoaldo ainda reclamou não ter sido informado sobre a prisão de seu chefe de gabinete e disparou contra tal atitude do Ministério Público, que pediu a prisão cumprida pelo Gaeco. "Essa prática de prender para pressionar a falar alguma coisa está errada", criticou o deputado.

Acusado por Riva de ter recebido R$ 1,5 milhão, através de ‘laranjas’, Romoaldo negou qualquer ato de corrupção e disse que foi ao Gaeco apenas para informar sobre pagamentos feitos, durante sua gestão, à fornecedores do Legislativo, como empresas de táxi aéreo, abastecimento e realização de shows beneficentes. “Eu não recebi nada, até porque eu não conheço o Joaquim Miele [advogado do HSBC]. Na delação dele, ele não cita o meu nome ou do Dico [Francisvaldo]”.

Também citado por Riva, em depoimento na Sétima Vara Criminal, como beneficiário do suposto esquema, o deputado Gilmar Fabris (PSD) também prestou depoimento ao Gaeco, nesta quarta. Romualdo afirmou que outro parlamentar, envolvido na investigação, Mauro Savi (PSB), será ouvido pelos promotores nesta quinta-feira (6). “Eu vim aqui fazer o meu depoimento, falei de tudo aquilo que eu tenho conhecimento e isentei o seu Dico de qualquer responsabilidade sobre isso, até porque o que foi feito na Assembleia foi o pagamento de uma conta que existia!”,afirma. 

Aos jornalistas, Romoaldo ainda reclamou de não ter sido informado sobre a prisão de seu chefe de gabinete e disparou contra tal atitude do Ministério Público, que pediu a prisão cumprida pelo Gaeco. "Essa prática de prender para pressionar a falar alguma coisa está errada, criticou o deputado. “Ele [Francisvaldo ou Dico] é de minha confiança, duvido que tenha passado alguma coisa para a conta dele”, defendeu. 

Questionado sobre o depoimento de José Riva de que seria comum assessores serem usados como "laranjas" pelos deputados para fazer transações financeiras, Romoaldo disse que “você não tem tempo de correr atrás de nada, quem faz os pagamentos sempre é o assessor. Se o ‘Dico’ fez algum pagamento, tenho certeza que foi de despesas da casa, não pagamento pessoal dele. Ele é uma pessoa boa, decente, um bom funcionário e da minha confiança. Eu não sei porque tão rápido uma prisão de uma pessoa que sequer foi ouvida e outra: eu estava aqui hoje prestando depoimento”, salientou. 

O deputado, que estava acompanhado dos advogados Ulisses Rabaneda e Francisco Faiad, que também fazem a defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso por corrupção, disse que assim que retornasse ao seu gabinete, iria tomar as providências para ajudar seu assessor juridicamente. “Nós vamos tomar conhecimento e já entrar com pedido para a liberdade dele", disse. De acordo com o MPE, o chefe de gabinete ficará preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) porque possui nível superior.

*Filhos de Gepeto - O nome da nova operação faz alusão ao personagem que seria o criador do boneco de madeira Pinóquio, que ganhou vida e o considerava como pai. Na história, todas as vezes que o boneco mentia o nariz dele crescia.

"OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO"

O Ministério Público acusa o ex-presidente da Assembleia, José Riva, de chefiar um esquema que desviou quase R$ 10 milhões do Poder Legislativo para ‘bancar’ uma dívida do mesmo valor com o HSBC. Os débitos, que estavam em atraso, eram referentes ao seguro saúde dos servidores, porém, parte do valor foi supostamente desviado pelo grupo.

Segundo José Riva, vários membros da Mesa Diretora no exercício de 2014 participaram do esquema e autorizaram o pagamento de R$ 5 milhões ao banco, que cobrava débitos referentes a seguros de vida dos servidores da Casa de Leis. A ALMT pagou R$ 9,5 milhões, sendo que R$ 4,5 milhões seriam o desvio dividido entre os parlamentares. Os R$ 5 milhões que deveriam ir para o banco acabaram sendo desviados

Em seus depoimentos Riva afirmou que o esquema teria sido montado pelo deputado Romoaldo Júnior. Além dele, Riva també, apontou como beneficiários dos desvios, os deputados Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Luciane Bezerra (PSB) e Guilherme Maluf (PSDB). Todos teriam recebido valores através de ‘laranjas’.

Riva confessou sua participação no desvio, tendo recebido R$ 806 mil que teria utilizado para quitar duas dívidas com fornecedores.

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SOL 05/10/2016

ROMOALDO PARABÉNS PELA ATITUDE E DECLARAÇÕES., DICO É UMA PESSOA DE BEM, TOMARA QUE TUDO ISSO ACABE LOGO E VOLTAMOS A TER PAZ, POIS TODOS TEMOS FAMÍLIA, CARÁTER E HONESTIDADE, MAS ULTIMAMENTE SÓ PENSAM EM PRENDER E PRENDER, NÃO SABE NEM PORQUE, MAS QUEREM PRENDER E DENIGRIR IMAGEM DE PESSOAS DIGNAS, VAMOS VER SE AINDA TEREMOS MAIS 2 ANOS DE PRISÕES PELA FRENTE...POIS COM O ATUAL GOVERNO SÓ ACONTECE ESTAS PRATICAS ENQUANTO ISSO O RESULTADO DO MEC QUANTO A EDUCAÇÃO PUBLICA ESTA EM BAIXA, SAÚDE ESQUECERAM E A SEGURANÇA SÓ A DE DEUS.

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