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VLT era para estar em uso há um ano, mas o trem cuiabano não tem prazo para começar a rodar
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
Mesmo após quatro anos, o projeto de implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande, que já custou mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, segue sem data oficial para conclusão. As obras ainda estão paralisadas para realização de projetos e auditorias.
Neste dia 31 de março o VLT deveria estar rodando há um ano, de acordo com os prazos apresentados pelo Governo do Estado, na gestão de Silval Barbosa (PMDB), tendo como secretário da Secopa Maurício Guimarães. A proposta era usar o modal na Copa do Mundo. O Mundial ocorreu em junho do ano passado em Cuiabá.
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O novo meio de transporte público de Mato Grosso já é considerado um dos maiores fiascos da administração pública do Brasil. O assunto já foi tema de programas como o Fantástico, Revista Exame e site Uol. Todos os veículos de comunicação enfatizam a má gestão dos recursos públicos e falta de planejamento nas obras.
De acordo com levantamento feito pelo governador Pedro Taques (PDT), que assumiu em 1º de janeiro, seriam necessários, ao menos, mais R$ 700 milhões para concluir o VLT, que tem pouco mais de 16% das obras concluídas.
A situação dos vagões adquiridos pelo Executivo também é preocupante. O material rodante está em visível desgaste natural, além disso, foram retiradas todas as árvores dos canteiros por onde deveriam passar o VLT, deixando um “rasgo” de mais de 22 Km pelas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
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Trecho da Avenida do CPA que deveria estar sendo usado pelo VLT, mas virou "lagoa".
Atualmente, que trafega pelas avenidas do CPA, Prainha, Feb e Fernando Corrêa precisa se esquivar de blocos de concretos que estão dispostos nos canteiros, buracos e desníveis originados pelas obras de implantação dos trilhos, que não foram concluídas. Alguns trechos estão interditados até hoje e se tornaram pontos de alagamentos.
Na tentativa de planejar e organizar o que será feito daqui em diante com o VLT, Taques conseguiu na Justiça bloquear R$ 300 milhões do Consórcio VLT- Cuiabá, empresa responsável pela obra.
O montante bloqueado corresponde à diferença entre o valor que já foi pago pelo Estado e o executado pelo consórcio.
Até o momento, o Estado pagou R$ 1,066 bilhão, o que representa 72% do custo total do empreendimento, orçado em R$ 1,477 bilhão.
A única estação de embarque e desembarque de passageiros que foi concluída está em Várzea Grande, localizada em frente ao Aeroporto Marechal Rondon, está abandonada e não serve nem de parada para ônibus coletivo.




















