DA REDAÇÃO
A conta de água ficou 7,19% mais cara em Várzea Grande com o reajuste inflacionário referente ao ano de 2016. Com isso, a tarifa mínima de consumo, que era de R$ 1,96 para cada mil litros de água fornecidos, será elevada para R$ 2,10 por mil litros de água fornecidos.
"Não estamos tendo aumento, apenas amenizando as perdas do órgão que está se mantendo superavitário, mas sem condições de emplacar recursos para investimentos”, disse o presidente do DAE.
O decreto com a correção feita foi publicado no diário Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso que circula nesta quarta-feira (18).
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A motivação para o reajuste, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE), é o aumento de insumos como energia e produtos químicos utilizados na captação, tratamento e distribuição da água e na rede coletora de esgoto sanitário.
No caso da energia, o DAE levou em consideração ainda dois prováveis aumentos na conta, que ainda não ocorerram, mas que acreditam que irão ocorrer ao longo deste ano.
O presidente do DAE argumenta que o custo somente com energia elétrica, para bombeamento da água captada é de R$ 1 milhão ao mês.
“Todas nossas despesas aumentaram consideravelmente acima da inflação e para fazer frente aos mais de R$ 4 milhões previstos para serem investidos em Várzea Grande neste ano na questão da água e do esgoto, se faz necessária a reposição da inflação de 2016. Não estamos tendo aumento, apenas amenizando as perdas do órgão que está se mantendo superavitário, mas sem condições de emplacar recursos para investimentos”, disse.
O decreto aponta que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado – IGPM, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 7,19%. O incremento da conta de energia elétrica, 9,11%, enquanto que o aumento do combustível foi cerca de 9,77%, estando, portanto, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que foi de 6,98% de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Ricardo Azevedo informa que além dos R$ 4 milhões em recursos próprios da Prefeitura, previstos para investimentos, Várzea Grande tem outros R$ 85 milhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para água e R$ 83 milhões para esgoto sanitário.
O recurso pode ser barrado, já que o Tribunal de Contas da União (TCU) movimenta uma representação desde o mês de maio de 2016 contra a Prefeitura de Várzea Grande por “deficiências no planejamento e programação financeira das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)”.
O presidente do DAE ressaltou que, mesmo com a correção das perdas inflacionárias, a tarifa praticada pelo órgão está entre as menores de Mato Grosso e do Centro-Oeste.














