RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) determinou prazo de sete dias para que o Conselho de Justificação conclua o inquérito que investiga a conduta da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, acusada de torturar um aluno da corporação Rodrigo Claro, que morreu após um treinamento em novembro de 2016.
Na determinação publicada no Diário Oficial que circulou na quarta-feira (7), Taques estipula a data de 14 de março para que o conselho encerre o processo e o encaminhe para a Justiça Militar, onde a tenente é investigada.
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“E com base no artigo 11, parágrafo único, da Lei nº 3.993, de 26 de junho de 1978, resolve sobrestar até o dia 14 de março de 2018 o prazo para a conclusão dos trabalhos do Conselho de Justificação criado pelo Ato nº 18.200, de 31 de maio de 2017, instaurado em desfavor da Justificada 1º Ten BM IZADORA LEDUR SOUZA DECHAMPS, conforme justificativas constantes no Processo nº 72834/2018”, diz trecho do ato governamental.
Porém, esta não é a primeira vez que o governador determina prazo para o fim da investigação. Na penúltima vez Pedro Taques citou o fato de enquanto o caso era apurado, Ledur usufruía de licença médica, no entanto, no dia 1º de fevereiro, autorizou novo prazo sob a avaliação de que a militar ainda não havia sido interrogada.
Em janeiro deste ano, o juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que atua no processo que tramita na Justiça Comum, ouviu, pela primeira vez, alunos e colegas de Rodrigo Claro sobre o dia em que ele passou mal durante e após o treinamento aquático do curso de formação do Corpo de Bombeiros.
A tenente ainda não foi ouvida nesta ação.
O caso
Rodrigo Claro era aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso e morreu no dia 15 de novembro de 2016. Ele passou mal durante aula prática de primeiros-socorros aquáticos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, quando a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.
De acordo com a denúncia do MPE, a vítima demonstrou dificuldade para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. Diante da situação, a tenente utilizava métodos abusivos nos treinamentos para puní-lo.
Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Rodrigo foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. O MPE denunciou o "perfil perverso da tenente como instrutora".
Recentemente, o ex-aluno bombeiro Maurício Santos, que participou do 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros, afirmou ter sido torturado pela tenente Izadora Ledur. Maurício afirmou que estaria morto caso não tivesse desistido das aulas.
















KKKK 08/03/2018
GUARDOU DINHEIRO............ EXCLUSAO NA CERTO
jose de faria lima 08/03/2018
Sobrestar e suspender a contagem de prazo, justamente em razão da Ten. Ledur apresentar constantemente atestados médicos recomendando licença médica.... pode ficar de licença médica add eternum, que o processo continuará sobrestado, ou seja, um dia as licenças médicas terminam e o processo não prescreve.
2 comentários