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20 de Novembro de 2016, 15h:30 - A | A

GERAL / QUEDA NA RECEITA

Setor de serviços de MT tem índice maior que a média nacional

De acordo com a pesquisa, no país, o mês de setembro teve redução de 0,3% ante o mês anterior e em relação ao ano passado, houve retração de 4,9%. Em Mato Grosso, o índice foi de -5,3%, em relação a agosto.

DA REDAÇÃO



O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografoa e Estatística) divulgou nessa semana a pesquisa mensal de serviços (PMS), do mês de setembro, em que registra redução do volume de receita proveniente do setor de serviços, de -0,3% ante o mês anterior e em relação ao ano passado, houve retração de -4,9%. Essa é a maior queda para um mês de setembro, desde janeiro de 2012, quando foi iniciada a série histórica. A situaçãp é ainda pior em Mato Grosso, onde o índice apresenta variação negativa maior que a média nacional. A pesquisa aponta que a redução no estado foi de -5,3%, em relação a agosto. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o índice teve recuo de -19%.

“Isso é uma das ações que precisam ser resolvidas o quanto antes para, enfim, podermos ver nossa economia voltar a crescer”, afirma o superintendente da FecomércioMT, sobre o destravamento da PEC 55.

Segundo a Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), todos os subsetores apresentaram reduções na comparação anual.

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A previsão é de redução do volume de receita ao final de 2016 para o país, com queda de 4,0%. Entretanto, observa-se uma evolução da confiança e o fechamento menos intenso de vagas no mercado de trabalho, mesmo na atividade de serviços.

Mesmo assim, o setor deverá ter seu pior desempenho em termos de volume de vendas desde o início da PMS.

O superintendente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Evaldo Silva, explicou que resultados negativos se manterão enquanto houver interferência da gestão pública, tanto municipal, estadual e federal, na economia. “A administração pública gasta muito mais do que arrecada e para recompensar isso, aumenta tributos e impostos. Então, a atividade economia só vai voltar à normalidade quando o governo interferir menos no mercado, isso é o livre mercado”.

Evaldo afirmou também que, para a economia voltar a fluir como se deve, é preciso destravar ações na política, como a PEC Nº 55, que limita o teto de gastos públicos. “Isso é uma das ações que precisam ser resolvidas o quanto antes para, enfim, podermos ver nossa economia voltar a crescer”. 

A crise também foi lembrada pelo superintendente, ao abordar o alto número de lojas que fecharam no país e a elevação no número de desempregados. “Como houve um aumento no número de desempregados, devido ao fechamento de lojas, muitos buscaram alternativas para sair da crise e viram na prestação de serviços o meio de sustento. Com a elevação desse setor, cresceu também a concorrência, agora só sobreviveu quem soube planejar”, concluiu o superintendente.  

 

 

 

 

 

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