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14 de Dezembro de 2016, 09h:34 - A | A

GERAL / APÓS 50 DIAS

Servidores administrativos da UFMT decidem encerrar greve geral

De imediato, os serviços que estavam interrompidos para a comunidade acadêmica voltam a funcionar normalmente no campus

DA REDAÇÃO



Os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) retornam às atividades na quinta-feira (15), após 50 dias de greve. 

O fim da greve foi aprovado em assembleia-geral da categoria realizada na terça-feira (13).

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Uma reunião entre o Comando Local de Greve e a Reitoria será marcada na próxima semana, para construir um plano de compensação das atividades represadas durante o movimento.

De imediato, os serviços que estavam interrompidos para a comunidade acadêmica voltam a funcionar normalmente, conforme garantiu o comando da greve.

“Nós seguimos a orientação nacional de encerrar o movimento. Acreditamos que cumprimos com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os prejuízos que a aprovação da PEC 55 trará para o serviço público, em especial para Saúde e para a Educação. Várias entidades se manifestaram contrárias ao projeto, a população votou contra a proposta na pesquisa realizada pelo Senado. Mas, mesmo assim, os parlamentares aprovaram a PEC. Vamos acompanhar a implementação desta emenda e lutar para garantir os direitos da Educação”, disse a coordenadora-geral do Sintuf-MT (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Mato Grosso), Leia de Souza Oliveira.

Os servidores farão um seminário com representantes nacionais para debater a proposta de Reforma da Previdência.

“Estamos vivendo um período de grande retrocesso nos direitos trabalhistas. Estão atacando a CLT, estão retirando conquistas dos servidores públicos. A reforma aumenta a contribuição do trabalhador de 11% para 14%, aumenta o tempo de contribuição, aumenta a idade mínima, e reduz o salário no final de tudo. Isso não é uma reforma, é uma violência contra as famílias, contra a população”, afirmou Leia de Oliveira.

Dentre as deliberações da assembleia, os técnicos administrativos da UFMT farão campanhas de conscientização sobre as propostas e reformas, que, segundo ele, "colocam a crise econômica no bolso dos trabalhadores".

Fura-greve

Durante a assembleia-geral de terça-feira, o Sintuf aprovou o repúdio a conduta de alguns gestores que, segundo a entidade, prometeram folgas para quem trabalhasse durante a greve.

“É necessário ter clareza que não existe folga compensatória para quem furou a greve. Quem furou a greve o fez por convicções pessoais, o que sempre foi e será respeitado pelo sindicato. Agora, premiar com folgas esta atitude é ilegal. Caso alguma denúncia chegue ao sindicato, vamos tomar todas as providências que a lei nos obriga”, completou a coordenadora do sindicato.     

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