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08 de Setembro de 2015, 14h:15 - A | A

GERAL / A MANDO DA JUSTIÇA

Professores voltam às aulas em Cuiabá; assembleia nesta terça encerra greve

Justiça considerou a paralisação ilegal e isso forçou retorno antes mesmo da assembleia geral. Na avaliação da direção do Sintep a votação da assembleia desta terça deve ser favorável ao fim da greve.

Reprodução

A direção do Sintep argumenta que a maioria já estaria de acordo com o fim da greve.

A direção do Sintep argumenta que a maioria já estaria de acordo com o fim da greve.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Mediante decisão judicial, considerando a greve na rede municipal de educação de Cuiabá ilegal, boa parte dos professores e funcionários já voltaram ao trabalho nesta terça-feira (8), apesar da maioria ter votado pela continuidade do movimento em assembleia geral da categoria, na última quinta-feira (3).

"A avaliação da direção já era pelo fim da greve, já tínhamos um diagnóstico pelo retorno ao trabalho e agora, entre quinta e hoje, fizemos um levantamento e temos um percentual baixo de adesão”, explica a sindicalista Helena Maria Bortolo.

A greve ainda não está formalmente finalizada, mas há nova assembleia geral na tarde desta terça-feira (8), na praça Alencastro, em frente à Prefeitura municipal e a direção do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep), sub-sede de Cuiabá, acredita que mediante o esvaziamento do movimento provocado pela pressão da Justiça, a inclinação é pelo fim da paralisação.

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“Na assembleia após a decisão judicial, na quinta, a avaliação da direção já era pelo fim da greve, já tínhamos um diagnóstico pelo retorno ao trabalho e agora, entre quinta e hoje, fizemos um levantamento e temos um percentual baixo de adesão”, explica a sindicalista Helena Maria Bortolo.

No início da campanha salarial, a categoria pediu 12,4% de reajuste. Na folha de julho, o prefeito Mauro Mendes (PSB) concedeu 9,31%. Mesmo assim, os professores suspenderam as aulas dia 31 de agosto.

Na quarta-feira (2), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso considerou a greve ilegal, levando em conta que o processo de diálogo, entre as partes, ainda estava em andamento. A Prefeitura fez uma outra proposta, oferecendo mais 2,30% em janeiro de 2016. Também garantiu que em 120 dias fará publicações de licenças prêmio, elevação de nível e outras notas trabalhistas que estariam pendentes.

A promessa é também de qualificação docente e dos demais funcionários da educação e concurso público em setembro. 

Caso não voltassem ao trabalho, o TJ determinou multa de R$ 1 mil por dia, onerando o sindicato da categoria. A rede municipal tem 30 mil alunos, que estudam em 90 unidades de ensino e creches.

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