Repórter MT/Gcom

O projeto visa a reconstrução de canteiros e o 'alargamento' das pistas por onde deveria passar o VLT.
CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
A Prefeitura de Cuiabá iniciou nesta quinta-feira (03) a obra de recuperação do corredor do Veículo leve Sobre Trilhos (VLT) na avenida Tenente Coronel Duarte, mais conhecida como Prainha, no Centro da capital. A pista está sendo revitalizada com a reconstrução da pavimentação asfáltica, o que poderá garantir a abertura do trecho novamente para carros, como era planejado pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid), conforme o
divulgou no início do ano.
“Nós queremos antecipar essa recuperação asfáltica e ficariam lá os mesmos espaços para uma futura construção do VLT”, explicou o prefeito
O projeto visa a reconstrução de canteiros e o 'alargamento' das pistas por onde deveria passar o VLT.
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Ainda em dezembro do ano passado, em entrevista ao programa Conexão Poder, o prefeito Mauro Mendes (PSB) declarou sua intenção em recuperar os canteiros e corredores por onde deveriam passar o modal de transporte VLT, cuja obra está judicializada.
A medida de Mendes visa melhorar o trânsito na via, que diante da judicialização da obra do VLT permanece prejudicada pelo estreitamento da pista para a implantação do modal. O que ainda não tem previsão. “Nós queremos antecipar essa recuperação asfáltica e ficariam lá os mesmos espaços para uma futura construção do VLT”, explicou o prefeito, na época.
Ainda nesta semana, o secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, afirmou que o governo tem sim a intenção de finalizar a obra do VLT. O Gabinete de Comunicação do Estado (Gcom) confirma que Chiletto tratou do assunto em uma reunião realizada no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que já não há mais dúvida sobre a finalização do VLT.
Com as informações em mãos, o Estado terá condições de definir os andamentos necessários para conclusão do modal”, destacou Chiletto sobre consultoria.
Auditoria é finalizada e governo analisa resultado
Nesta quinta-feira (03), os últimos relatórios da consultoria sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foram finalizados e entregues pela KPMG Consultoria ao governo. O trabalho será apresentado à Justiça Federal até o dia 19 de março. Os dois últimos estudos entregues referem-se aos estudos da tarifa e de operacionalização do modal.
Em janeiro, a KPMG apresentou a primeira parte do trabalho, que abordou a viabilidade financeira para conclusão do modal. Conforme o levantamento, obra do VLT deve custar R$ 532 milhões a menos que o valor exigido pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. Segundo a KPMG, o custo total para finalizar os serviços seria de R$ 602 milhões aos cofres públicos. O valor é muito abaixo do R$ 1,135 bilhão requisitados pelo consórcio construtor em 2015 a título de reajuste, reequilíbrio financeiro, câmbio e saldo devedor. Tal solicitação somava R$ 2,2 bilhões para conclusão da obra.
Repórter MT
Obras avançam na Avenida da Prainha
Atualmente, o contrato relacionado à obra do modal segue junto à Justiça Federal, devido à ação civil pública ingressada pelo Ministério Público Federal (MPF), Governo de Mato Grosso e Ministério Público Estadual (MPE/MT).
De acordo com o secretário Eduardo Chiletto, os relatórios serão analisados por comissão formada por técnicos da Secid, Procuradoria Geral do Estado (PGE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE). Somente após os estudos e entrega dos documentos à Justiça Federal, o resultado da consultoria será apresentado à sociedade. A primeira parte do relatório já foi protocolada na Justiça Federal.
“A intenção do governo Pedro Taques é concluir esta obra e é preciso responsabilidade. Só vamos utilizar dinheiro público em algo que se mostrar viável. Por isso a importância de um estudo técnico independente. Com as informações em mãos, o Estado terá condições de definir os andamentos necessários para conclusão do modal”, destacou Chiletto.
Histórico
O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá. Entretanto, os sucessivos atrasos levaram o governo a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano. Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.
O consórcio VLT Cuiabá venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.


















