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24 de Fevereiro de 2022, 16h:54 - A | A

GERAL / CASO TONI FLOR

Pistoleiro diz ter sofrido quatro atentados em capela da PCE após prisão

A mandante do crime seria a esposa de Toni, Ana Cláudia Flor que responde como mandante da morte do marido, em Cuiabá.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



O pistoleiro Igor Espinosa afirmou, na tarde desta quinta-feira (24), durante interrogatório no julgamento pelo homicídio do empresário Toni Flor, que sofreu quatro tentativas de assassinato dentro da capela da Penitenciária Central do Estado (PCE), após ter sido preso.

A audiência que julga o homicídio foi presidida pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miraglia Fernandes, e conta com a participação do promotor de Justiça Samuel Frungilo.

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Toni foi morto com cinco tiros no dia 11 de agosto de 2020, na frente de uma academia no bairro Santa Marta. A esposa dele, Ana Cláudia Flor, é apontada como mandante e teria encomendado a morte do marido pela quantia de R$ 60 mil.

Durante o interrogatório, Igor contou que recebeu a quantia de R$ 20 mil após o crime. Após o recebimento de parte do combinado, ele foi para o Rio de Janeiro, onde passou uma temporada. Quando retornou, cobrou de Ana Cláudia o restante do combinado: R$ 40 mil.

No início, segundo ele, a mulher disse que não iria fazer o pagamento e que ele poderia denunciá-la. No entanto, um tempo depois, ela mudou de ideia e combinou o pagamento.

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"Um dia ela me disse: vem aqui que eu vou te pagar. Mas daí eu fiquei sabendo que ela queria me matar e eu não fui", contou o réu.

O pistoleiro ainda enfatizou que, após sua prisão, sofreu quatro atentados dentro da PCE. Na ocasião, ele pediu ajuda de familiares até que conseguiu, por meio da advogada, que fosse colocado no isolamento.

“Aqui dentro tentaram me matar quatro vezes, dentro da igreja. Eu pedi para minha mãe, pelo amor de Deus, que me tirasse daqui, daí a advogada entrou com pedido e eu fiquei no isolamento por quatro meses”, explicou.

Igor ainda destacou que tinha muito medo de Ana Cláudia. “Eu fiquei com medo dela, porque se ela teve a capacidade de matar o marido dela, imagina eu”.

Não aceita violência contra mulher

Ainda no interrogatório, Igor contou que aceitou cometer o assassinato do empresário, primeiramente por estar drogado e ter uma dívida com traficantes e, segundo ele, por não aceitar violência contra mulher.

Para Miraglia, ele contou que quando conversou com Ana Cláudia pelo telefone, ela disse que queria matar o marido por não aguentar as agressões que sofria e que Toni não aceitava separação e sempre a ameaçava de morte.

“Eu aceitei porque nunca gostei de violência contra mulher, ela me mostrou fotos dos hematomas que ela tinha e também porque eu tinha muitas dívidas com biqueiras, né”, disse.

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Relembre o caso

Conforme a Polícia Civil, Toni e Ana Cláudia estavam casados há 15 anos, mas já não estavam se entendendo em razão de traições de Ana Cláudia. Pouco antes de ser morto, Toni teria dito a esposa que queria a separação, no entanto, Ana planejou o crime para ficar com todos os bens do empresário.

Com a ajuda da “melhor amiga”, a manicure Ediane Aparecida da Cruz Silva, a acusada conseguiu o telefone de Wellington Honorio Albino que, por sua vez, com o auxílio de seu amigo Dieliton Mota Da Silva, “terceirizou” o serviço homicida praticado por Igor.

Todos os envolvidos foram convencidos de que receberiam a quantia de R$ 20 mil cada, para a execução de Toni. No dia do crime, Igor recebeu sua parte.

Toni foi morto com cinco tiros na porta de uma academia na Capital. Na época, ele chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois.

Quase um ano após o crime o delegado Marcel de Oliveira, da DHPP, deflagrou a primeira fase da operação Capciosa onde prendeu o atirador.

Por meio do depoimento dele foi possível chegar aos demais envolvidos.

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