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10 de Janeiro de 2023, 14h:48 - A | A

GERAL / INTERVENÇÃO PODE VOLTAR

Perri dá 5 dias para que Emanuel comprove que pode manter comando da Saúde de Cuiabá

MPMT pede que intervenção seja retomada em sessão extraordinária do Órgão Especial do TJ

Reprodução

Orlando Perri deu 5 dias para que Prefeitura se manifeste

Orlando Perri deu 5 dias para que Prefeitura se manifeste

EUZIANY TEODORO
DO REPÓRTER MT



O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, deu prazo de cinco dias para que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), comprove que cumpriu decisões judiciais e que está em conformidade com a Constituição para que mantenha o comando da Saúde Pública da capital.

Na sexta-feira (06.01), a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, acatou recurso da Prefeitura de Cuiabá e suspendeu a intervenção do Estado na Secretaria de Saúde do município, sob o fundamento principal de que a liminar que determinou a intervenção precisaria ser ratificada pelo Órgão Especial do TJMT, ou seja, por um colegiado.

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A intervenção foi determinada em decisão monocrática, do desembargador Orlando Perri, em 28 de dezembro.

Ainda na sexta-feira, o Ministério Público de Mato Grosso pediu que fosse convocada uma sessão extraordinária do Órgão Especial do TJ, tendo em vista que a próxima reunião ordinária ocorre apenas para fevereiro, devido ao recesso.

No sábado (7), a Prefeitura de Cuiabá entrou com ação pedindo a suspensão do pedido de sessão extraordinária feito pelo MPMT e ainda comunicou que vários equipamentos foram levados pelos interventores, de forma ilegal, da sede da Secretaria de Saúde e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública.

Nessa segunda-feira (9), o Governo do Estado comunicou que devolveu os equipamentos, como de fato aconteceu.

Na decisão publicada hoje, Perri abriu o prazo para que a Prefeitura se manifeste, através da Procuradoria-geral do Município, sobre o pedido de “aditamento da intervenção” feito pelo MPMT, ou seja, que a suspensão do STJ seja derrubada pelo órgão especial e o Estado continue gerindo a Saúde de Cuiabá.

No pedido de aditamento da intervenção, o MPMT alega que “a urgência na análise pelo Órgão colegiado não se limita apenas a evitar a malversação já constatada do dinheiro público, mas se destina principalmente a salvar a vida de milhares de pessoas que dependem do sistema de saúde pública do município de Cuiabá, hoje colapsado, já com constatação de paralisação de médicos, falta de insumos e medicamentos mais básicos, iminente interrupção do fornecimento de energia elétrica e de água nas unidades, ante a falta de pagamento”.

Apenas após o prazo de cinco dias, Perri vai decidir se convoca ou não a sessão extraordinária do Órgão Especial, como definiu a ministra Maria Thereza de Assis Moura.

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