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26 de Janeiro de 2016, 07h:50 - A | A

GERAL / CONFIRA A ENTREVISTA

MT tem R$ 500 milhões para continuar VLT, revela Chiletto

“Nós já conversamos com o Ministério das Cidades. Existem R$ 500 milhões prontos para serem alocados para o VLT de Cuiabá, não para o Estado, mas para a iniciativa privada, para conseguir fazer com que a operação funcione", frisou Chiletto.

Conexão Poder

O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, diz que vê 'luz no fim do túnel'

O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, diz que vê 'luz no fim do túnel'

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Em entrevista ao programa Conexão Poder, neste domingo (24), o secretário estadual de Cidades, Eduardo Chiletto, revelou que o governo do Estado, não estaria de 'mãos vazias' para dar continuidade ao VLT. Na oportunidade ele afirmou que há a previsão de recursos já assegurados, mas estes seriam usados em forma de parceria público privada (PPP).

"Existem R$ 500 milhões prontos para serem alocados para o VLT de Cuiabá, não para o Estado, mas para a iniciativa privada, para conseguir fazer com que a operação funcione. [...] Eu acredito que vai ser viável", disse Chiletto.

“Nós já conversamos com o Ministério das Cidades. Existem R$ 500 milhões prontos para serem alocados para o VLT de Cuiabá, não para o Estado, mas para a iniciativa privada, para conseguir fazer com que a operação funcione. [...] Eu acredito que vai ser viável por tudo isso que nós estamos fazendo agora. A cada etapa nós conseguimos vislumbrar uma luz no fim do túnel”, enfatizou o secretário.

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A aplicação desse recurso será debatida com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que vem a Mato Grosso no próximo dia 4 de fevereiro.

Mesmo assim, Chiletto frisou que só com a entrega das três etapas do laudo realizado pela Consultoria KPMG, prevista para março, é que o governo do estado irá definir a conclusão da obra do VLT (veículo leve sobre trilhos). 

"Agora, não podemos aumentar o prejuízo, nós temos que tentar minimizar e, na verdade, zerar esse prejuízo social e andarmos para frente”, declarou.

Isso porque o que foi entregue até o momento foi apenas o estudo sobre o custo da conclusão da obra. Faltam ainda os referentes ao tipo de operação do modal (se concessão ou parceria público-privada) e ainda sobre o valor da tarifa e a possibilidade de subsídio do Estado para garantir uma tarifa a preço acessível aos usuários.

Com apenas 30% de execução e parada há mais de um ano, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos (sendo R$ 700 milhões gastos somente com os vagões que estão depreciando com o tempo), o secretário vê a obra como um verdadeiro prejuízo social a toda população mato-grossense, vítima da falta de responsabilidade da gestão passada, principalmente nos munícipios do interior que, segundo Chilleto, não têm sequer saneamento básico e estavam abandonados.

“Eu acho que o maior prejuízo é o social, que já teve e que está tendo. Agora, não podemos aumentar o prejuízo, nós temos que tentar minimizar e, na verdade, zerar esse prejuízo social e andarmos para frente”, declarou.

Reconstrução 

O secretário criticou as empresas contratadas e o governo anterior, que iniciaram as obras da Copa (que em sua maioria não ficaram prontas em tempo hábil para o Mundial da FIFA) e disse que teve dificuldades em retomá-las por conta da falta de planejamento do antigo governo, que não previu orçamento para 2015.

Somente após diversas intervenções dos órgãos de controle e de emendas parlamentares, é que foi possível retomar os trabalhos na pasta de Cidades, isso já no final do primeiro ano de mandato do governador Pedro Taques (PSDB).

Chiletto enfatizou que não tem interesse em trabalhar com nenhuma das empresas responsáveis pelas obras mal executadas e que está multando e notificando todas elas. Além disso, afirmou que o dinheiro gasto com as readequações das obras será cobrado posteriormente das empresas antigas. Todas as obras da Copa, com exceção do VLT devem ficar prontas ainda este ano, segundo o secretário. 

 

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