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Depoimentos do caso Rodrigo Claro mostram que a tenente era temida por alunos do 16° Curso do Corpo de Bombeiros.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O soldado bombeiro Airton Arruda Santos, como testemunha de acusação do Ministério Público Estadual (MPE) no processo que investiga a morte do aluno Rodrigo Claro, contou que um atestado médico entregue pelo colega na semana do curso de salvamento deixou a tenente Izadora Ledur bastante irritada. Ela é acusada de torturar o aluno bombeiro que morreu após sofrer convulsões e ficar internado por cinco dias na Unidade de Terapia Intendiva (UTI).
“Claro tinha apresentado atestado médico na semana da prova de salvamento de Ledur e isso deixou bastante irritada”, afirmou.
Airton explicou em audiência ao juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na tarde de sexta-feira (26), que a tenente Ledur, que era responsável pelo treinamento aquático, se irritou pelo fato de Claro não ter realizado a prova com ela e, sim, com outro instrutor em outra data.
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“Claro tinha apresentado atestado médico na semana da prova de salvamento de Ledur e isso deixou bastante irritada”, afirmou.
O bombeiro revela que a tenente os deixava sozinhos durante os dias de curso e tinha um comportamento estranho com os alunos.
"Parecia que ela nunca gostou de nós. Os outros pelotões estavam sempre juntos e nós ficávamos presos no quartel”, declarou ao juiz.
“Ledur nos abandonava durante os cursos. O tratamento com os alunos era estranho. Parecia que ela nunca gostou de nós. Os outros pelotões estavam sempre juntos e nós ficávamos presos no quartel”, declarou ao juiz.
A fama de Ledur dentro da corporação, segundo a testemunha, era de carrasca e, por isso, quando foi indicada para dar o treinamento ao grupo duas semanas após o início do Curso da 16º Turma de Formação de Bombeiros, causava aflição nos alunos.
“Falavam que ela gostava de judiar dos alunos nos treinamentos de salvamento. Fui para lá já sabendo que ela era dura. (...) Na piscina era muito sofrimento para mim. Se sentíamos câimbra e parávamos um pouco ela dava caldo e fez isso comigo. Vinha pelas costas e afundava até o fundo da piscina. E depois quando ela deixava subir, ficava jogando água no rosto. Não cheguei a desmaiar porque me tiraram da água”, disse hoje bombeiro.
“Ela xingava os alunos, de frouxo, bichinha, porque a gente se apoiava na borda da piscina e não conseguia escapar quando ela nos segurava no fundo. Eram quatro que ela judiava mais, eu e o Claro, por exemplo".
A testemunha também destaca que apesar das torturas nunca reclamou sobre a forma em que Ledur tratava os integrantes do curso. Porém, argumenta que a tenente mantinha um comportamento diferenciado com Rodrigo Claro.
“Ela xingava os alunos, de frouxo, bichinha, porque a gente se apoiava na borda da piscina e não conseguia escapar quando ela nos segurava no fundo. Eram quatro que ela judiava mais, eu e o Claro, por exemplo. Só a Ledur dava caldos nos alunos. Os demais auxiliares do curso, não”, declarou.
Já o soldado bombeiro Maiuson da Silva Santos, outra testemunha de acusação do MPE, confirmou que a tenente bombeiro matinha um tratamento diferenciado com os alunos.
“Ele disse que sempre foi bem nas aulas e nunca sofreu nada da tenente, mas Claro nadava muito mal. Ele apresentava dificuldade na água. A tenente era mais rigorosa com alguns alunos, não com todos. Uns cinco, além de Claro. Era uma forma de castigar porque eles não acertavam as instruções”, concordou.
Maiuson declarou ainda, que durante o treinamento na “lagoa ouvi ele [Rodrigo] pedindo várias vezes para ela parar de afundar ele na água. Ela castigava porque ele não conseguia nadar. Foram várias vezes que isso aconteceu”.
Entenda o caso
Rodrigo Claro morreu na noite de 15 de novembro de 2016. Ele passou cinco dias internado no Hospital Jardim Cuiabá, na Capital.
O aluno bombeiro havia dado entrada no hospital com aneurisma cerebral após ter recebido uma série de afogamentos propositais em um processo conhecido como "caldo", durante o curso.
Na época, o Corpo de Bombeiros disse que o mal-estar teria sido provocado após uma travessia na Lagoa Trevisan. Na ocasião, Rodrigo teria relatado fortes dores de cabeça e exaustão, sendo liberado dos treinamentos na água.
Ao retornar para o batalhão, no bairro Verdão, o aluno foi levado à uma policlínica, onde teve duas convulsões. Ele foi transferido e deu entrada no hospital com a saúde em "estado crítico".
Segundo a família, Rodrigo já relatava sofrer perseguição por parte da tenente Ledur, por não se sair bem em treinamentos aquáticos.















marcelo 29/01/2018
Vixe com depoimento desse fica difícil a situação dela, deveria pedir as contas e ir embora.
Luis 29/01/2018
Ela é filha de oficial de alta patente da PM, portanto, não se assustem se ela for absolvida.
Gustavo fortes 27/01/2018
Mulher sádica, um monstro. E ainda preconceituosa de chamar de bichinha. Que a justiça seja feita
Fenix 27/01/2018
Rssa mulher é um psicopata. Uma maniaca. Um monstro. Uma aberracao humana. Vingativa, abesta fera do seculo XXI. Deve ser presa, expulsa da corporacao e trancada em um manicomio.
4 comentários