APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT
O Gabinete de Intervenção do Governo do Estado, por meio de nota, afirmou na quinta-feira (8) que o decreto publicado pelo prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), é uma cortina de fumaça para tentar “esconder todas as irregularidades cometidas na sua administração, que está envolvida em escândalos e desmandos”.
Emanuel decretou situação de calamidade pública na saúde de Cuiabá alegando que houve aumento de quase 50% dos gastos públicos durante a pandemia de covid-19, em decorrência de Cuiabá receber pacientes do interior, e por não ter tido contrapartida do Governo do Estado e do Governo Federal. Alegou, ainda, que há uma estimativa de déficit de R$ 200 milhões para o exercício de 2024, segundo estimativa da Secretaria de Planejamento.
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Entretanto, segundo o Gabinete de Intervenção, “a calamidade e caos estão instaurados na Saúde Pública da Capital desde a primeira gestão do Prefeito Emanuel Pinheiro, que teve início em 2017”.
Na nota, a Intervenção ainda recorda que durante a gestão de Pinheiro, a pasta foi alvo de 15 operações policiais, “com secretários de saúde afastados e presos, além de investigações em andamento por esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público”.
A nota prossegue recordando que a Santa Casa de Cuiabá foi fechada em 2019 “por má gestão” e que o Hospital São Benedito “estava praticamente inoperante”. Além disso, apontou que as unidades de saúde da cidade estavam “sucateadas e sem as mínimas condições de atender o cidadão, com falta de medicamentos e médicos”.
Por fim, destacou que a situação era tão grave que a Justiça decretou a intervenção do Governo do Estado na Pasta, atendendo pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que durou cerca de dez meses e que “tinha colocado a saúde de Cuiabá em funcionamento”.













