DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT
O Hospital de Câncer de Mato Grosso (Hcan-MT) denunciou na manhã desta quarta-feira (28), que a Prefeitura de Cuiabá está há quatro meses sem repassar nenhum valor para a instituição, prejudicando o atendimento de pacientes. A dívida, segundo a unidade, gira em torno de R$ 37 milhões.
O presidente do HCan, Laudemi Moreira Nogueira, disse que médicos estão há seis meses sem receber salários e a gravidade da situação pode levar ao fechamento da unidade.
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“O último pagamento aos médicos foi em abril. Há fornecedores que não recebem desde janeiro. Estamos pagando a conta-gotas. Nós não vamos matar ninguém, mas o prefeito Emanuel Pinheiro esticou a corda e arrebentou. Se em algum momento o Hospital de Câncer suspender as suas atividades, eu jogo nas costas do prefeito", desabafou.
Na coletiva, Laudemi explicou que a salta de repasse acontece desde 2018, mas que a situação se agravou no ano seguinte, quando o hospital começou a receber “vultuosas” da bancada federal.
De acordo com a entidade, em 3 de junho a Justiça decretou o bloqueio de R$ 24.522.167 das contas municipais visando o pagamento dos repasses, mas ainda assim, a Prefeitura de Cuiabá continua descumprindo a determinação e atrasando o pagamento.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá informa que não reconhece o montante da dívida divulgado pelo HCan. Eles informam ainda que uma proposta para quitação dos débitos foi realizada no último dia 27.
Íntegra da nota:
- A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá informa que não reconhece o montante de R$ 37.260.554,95 conforme relatado pelo Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan).
- Os valores reconhecidos constam na proposta de quitação dos débitos formalizada pelo Município em documento oficial e autos do processo que corre perante a justiça.
- Dentro da proposta estão prazos e data para quitação de débitos, bem como comprovante de pagamento das competências de UTI já efetuado.
- Tal proposta foi efetuada e apresentada ao HCan no dia 27 deste mês.
- Sua formulação ocorreu com base em reunião com a presidência da instituição realizada na data de 26 de setembro.
- A SMS, conforme proposta apresentada ao HCan, se compromete em realizar o pagamento do recurso FEEF referente aos meses de junho, julho e agosto no valor de R$ 2.867.198,97 e de R$ 4 milhões referente ao montante dos valores do componente pré e pós fixado das competências de maio e junho no início do mês de outubro.
- Os débitos remanescentes, levando em consideração a controvérsia instaurada em relação aos valores, serão tratados por intermédio de mesa de negociação com representantes da entidade, da sms, da smf e comitê de ajuste fiscal do Município.
- Por fim, ressalta o compromisso dessa gestão com as instituições contratualizadas, mesmo mediante ao cenário de problemas que a municipalidade vem enfrentando com a rede assistencial cada vez mais sobrecarregada com pacientes que vêm de todo interior do Estado.
- A SMS salienta que vem envidando todos os esforços para enfrentar a crise que assola a saúde pública deste município, uma vez que sofre uma grande sobrecarga nos serviços de oncologia do Estado de Mato Grosso, devido os vazios assistenciais nas especialidades oncológicas nas outras 15 regionais de saúde do Estado de Mato Grosso.














muito louco 28/09/2022
O Sr. prefeito desta cidade, Emanuel Pinheiro, é amante de dinheiro dos outros, pois os repasses do governo federal para os hospitais filantropicos por intermédio da prefeitura, nunca chegam as mãos dos verdadeiros donos, sofrem atrasos longos e são reduzidos, pois os pilantras não pagam por que não são deles, vale lembrar que foi da mesma maneira que o calhorda fez com a Santa Casa de Misericordia, um hospital de mais de 200 anos que o pilantra fez questão de quebrar e agora são os filantrópicos indo para o mesmo caminho, e o ministerio púbico não faz nada com esses ladrões.
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