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17 de Abril de 2020, 07h:42 - A | A

GERAL / ORÇAMENTO SOLICITADO

Hospital de campanha na Arena custaria R$ 16 milhões para 4 meses

Governador afirma que investimento é inviável, citando que 210 leitos estão sendo instalados no Metropolitano ao custo de R$ 13 milhões

Assessoria/Arquivo

Novos leitos no Hospital Metropolitano serão definitivos

Novos leitos no Hospital Metropolitano serão definitivos

ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO



Orçamento pedido pelo governo do Estado para criar um hospital de campanha na Arena Pantanal, com 200 leitos, aponta o custo de R$ 15 milhões a R$ 16 milhões para o período de 4 meses. Se fosse necessário manter a estrutura por mais tempo, seriam mais R$ 3 milhões por mês. O valor foi revelado pelo governador Mauro Mendes, durante live com o presidente da OABMT, Leonardo Campos.

Mendes diz que tem sido muito questionado sobre criar um hospital de campanha e, por isso, resolveu pedir o orçamento. Entretanto, destaca que o gasto para criar 210 novos leitos no Hospital Metropolitano, sendo 30 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e que serão permanentes, ficando para atender a população após a pandemia de Covid-19, custará de R$ 12 milhões a R$ 13 milhões.

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“Tem que gastar bem o dinheiro público. Não fui contratado para rasgar dinheiro e nem para tomar medidas populistas”.

O governador enfatizou que tem estruturado toda a rede de saúde para atender pacientes de Covid-19. Afirmou que até o final deste mês o Estado terá 120 novos leitos de UTI instalados em seu hospitais regionais. Afirmou que hoje são 77 UTIs nos hospitais regionais, incluindo a Santa Casa, em Cuiabá, e o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

No Metropolitano, Mendes destaca que serão 40 UTIs e mais 238 leitos de enfermarias reservados para pacientes de Covid-19. Na Santa Casa, são mais 30 UTIs e 117 leitos comuns também exclusivos para pacientes da pandemia.

O governador afirmou que hoje fará um anúnciou de quantos leitos Mato Grosso tem reservado para estes pacientes, antecipando que serão cerca de 1 mil, contabilizando os leitos reservados pelos municípios.

Em relação ao hospital de campanha, desde o início da pandemia o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, descartou essa possibilidade em Mato Grosso. O secretário sempre enfatizou que para anteder pacientes graves de Covid-19 é necessária uma estrutura muito mais complexas que um hospital de campanha. Além disso, destacou a dificuldade em adquirir equipamentos neste momento de pandemia.

Testes rápidos

O governador ainda falou sobre a aquisição de testes rápidos, que foi feita na China. Os 20 mil testes devem chegar no final deste mês. Ele explicou que pagou U$ 6,5 por cada teste e que no Brasil o custo chega a R$ 150,00 ou até R$ 200,00 a unidade. Citou ainda que muitos testes rápidos, testados pela Anvisa, têm dado índice de não confiabilidade de 30% até 50%.

“Se eu sair testando toda a população de Mato Grosso e der que 95% não pegaram. O que isso vai resolver?”, destacou em relação às cobranças para que toda a população seja testada.

 

 

 

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