ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO
Orçamento pedido pelo governo do Estado para criar um hospital de campanha na Arena Pantanal, com 200 leitos, aponta o custo de R$ 15 milhões a R$ 16 milhões para o período de 4 meses. Se fosse necessário manter a estrutura por mais tempo, seriam mais R$ 3 milhões por mês. O valor foi revelado pelo governador Mauro Mendes, durante live com o presidente da OABMT, Leonardo Campos.
Mendes diz que tem sido muito questionado sobre criar um hospital de campanha e, por isso, resolveu pedir o orçamento. Entretanto, destaca que o gasto para criar 210 novos leitos no Hospital Metropolitano, sendo 30 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e que serão permanentes, ficando para atender a população após a pandemia de Covid-19, custará de R$ 12 milhões a R$ 13 milhões.
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“Tem que gastar bem o dinheiro público. Não fui contratado para rasgar dinheiro e nem para tomar medidas populistas”.
O governador enfatizou que tem estruturado toda a rede de saúde para atender pacientes de Covid-19. Afirmou que até o final deste mês o Estado terá 120 novos leitos de UTI instalados em seu hospitais regionais. Afirmou que hoje são 77 UTIs nos hospitais regionais, incluindo a Santa Casa, em Cuiabá, e o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.
No Metropolitano, Mendes destaca que serão 40 UTIs e mais 238 leitos de enfermarias reservados para pacientes de Covid-19. Na Santa Casa, são mais 30 UTIs e 117 leitos comuns também exclusivos para pacientes da pandemia.
O governador afirmou que hoje fará um anúnciou de quantos leitos Mato Grosso tem reservado para estes pacientes, antecipando que serão cerca de 1 mil, contabilizando os leitos reservados pelos municípios.
Em relação ao hospital de campanha, desde o início da pandemia o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, descartou essa possibilidade em Mato Grosso. O secretário sempre enfatizou que para anteder pacientes graves de Covid-19 é necessária uma estrutura muito mais complexas que um hospital de campanha. Além disso, destacou a dificuldade em adquirir equipamentos neste momento de pandemia.
Testes rápidos
O governador ainda falou sobre a aquisição de testes rápidos, que foi feita na China. Os 20 mil testes devem chegar no final deste mês. Ele explicou que pagou U$ 6,5 por cada teste e que no Brasil o custo chega a R$ 150,00 ou até R$ 200,00 a unidade. Citou ainda que muitos testes rápidos, testados pela Anvisa, têm dado índice de não confiabilidade de 30% até 50%.
“Se eu sair testando toda a população de Mato Grosso e der que 95% não pegaram. O que isso vai resolver?”, destacou em relação às cobranças para que toda a população seja testada.
















