DÉBORA SIQUEIRA
DO REPÓRTER MT
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, não quis polemizar sobre o fim da intervenção estadual na Saúde de Cuiabá, mas respondeu às críticas do prefeito Emanuel Pinheiro e destacou que espera que o atendimento à população, de fato, tenha melhorado com a presença de médicos nas UPAs e a realização de cirurgias.
“Minha torcida, como secretário estadual de Saúde, é que as coisas funcionem. Eu não torço pelo caos estabelecido, eu quero crer que a demanda que o prefeito mandou ao Tribunal de Justiça seja avaliada e tomara que esteja tudo redondinho, que tudo passe a funcionar”, disse.
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“A intervenção desregulou 6 anos de problemas que existe na capital e agora teve a intervenção e colapsou tudo?
Figueiredo rebateu os comentários de que a intervenção que durou pouco menos de uma semana tenha sido responsável por desorganizar a rede municipal de saúde, conforme as críticas lançadas pelo prefeito.
“A intervenção desregulou 6 anos de problemas que existe na capital e agora teve a intervenção e colapsou tudo? A pergunta que eu faço é o que aconteceu depois da reversão da decisão? Todas as unidades estão supridas? Já resolveu os problemas que tinham antes da intervenção? É o que nós queremos. Os problemas da saúde de Cuiabá é de agora, porque ocorreu a intervenção?”, questionou o secretário estadual.
Gilberto reafirmou que a ausência da falta de médicos e medicamentos na rede municipal quase colapsou o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. Contudo evitou polêmicas se a ausência de atendimentos na capital acabou estrangulando o SUS em Várzea Grande.
“Só posso responder se entrar no sistema para analisar. O que posso dizer que nos nossos hospitais, como Santa Casa, sobrecarregou aquilo que não estava sendo possível atender na rede municipal. Se o paciente não é atendido na UPA, ele vai para onde tem atendimento. O pronto atendimento da Santa Casa é porta aberta, especialmente para pediatria. Congestionou e quase colapsou por falta de serviço prestado na rede municipal”, observou.
Gilberto diz que mantém a mesma regra para a Capital aplicada aos demais 141 municípios do Estado. Ao reassumir o posto novamente como secretário de Estado, desde 1º de janeiro não recebeu nenhuma demanda da capital.
“O Governo, por meio dos programas, repassou aos municípios mais de R$ 1,5 bilhão. A mesma regra para Cuiabá foi para os demais 140 municípios”.













